terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Prefácio de S.A.I.R D. Luiz de Orleans e Bragança em inglês na Internet

Tenho sido contatada através do Facebook por alguns monarquistas britânicos. Recebi a seguinte mensagem de Michael Drake:

Não escrevo português bem, mas queira avisar que o prefácio de Dom Luiz de Orleans e Bragança agora está traduzido para inglês e posto na Internet. Daria para avisar os monarquistas que têm amigos que falam inglês? Obrigado. Michael Drake O texto esta aqui:

Foreword - Prince Luiz de Orleans e Bragança - (Head of the Imperial House of Brazil)

O Prefácio é para o livro “Nobility and Analogous Traditional Elites in the Allocutions of Pius XII: A Theme Illuminating American Social History”, por Plínio Corrêa deOliveira.

nobility_book

O prefácio é rico e contém belíssimas imagens. Gostaria de ressaltar uma frase que considerei brilhante:

“If everything is equal to everything else, then everything is nothing.”

Minha tradução (literal): “Se tudo é igual a tudo o mais, então tudo passa a ser nada.”

domingo, 19 de dezembro de 2010

Bem lembrado, mal contado e atualizado

 Quando publiquei o post abaixo em 7 de novembro, não tinha ouvido falar sobre o filme  "O Discurso do Rei". Quando escrevi, coloquei que o Rei George VI era tenso e fumava muito, mas ignorava seus  problemas com gagueira. Apesar de tudo isso, parece que havia um certo consenso de que seu casamento era bastante feliz. Esta é mais uma prova de que o povo inglês merece a sua monarquia porque sabe preservar sua história e seu passado. Não esquecem a bravura da Família Real Britânica, durante a 2ª Grande Guerra, diante de toda sorte de adversidades, como  eu enfatizei no post. Quase 70 anos depois ainda acham importante celebrá-la através de um filme, uma superprodução requintada. Vou recolocar novamente o post, para os que não leram, e por o último o trailer do que promete ser um belíssimo filme com atores e diretores premiados. Já venceu o Festival de Toronto, foi indicado  a 7 estatuetas do Globo de Ouro, liderando a lista de indicações ao prêmio. Parece que Colin Firth está cotado para o Oscar pelo papel do rei. A estréia no Brasil está prevista para 4 de fevereiro de 2011.
Edward, Walllis Simpsom e Hitler

"Deu no Globo que Dilma Roussef não é realmente a primeira mulher a governar o Brasil. Antes dela a Princesa Isabel e a Imperatriz Leopoldina já haviam estado à frente do governo brasileiro como regentes. Ambas eram muito queridas pelo povo. D. Leopoldina durante o 7 de setembro, e a Princesa Isabel em três ocasiões de ausência de D. Pedro II, sendo que em uma delas, durante quase 4 anos, período de um mandato presidencial. 
Só que consultaram um autor da biografia da Princesa Isabel  que afirmou que esta exercia o poder a contragosto. Bem, a mesma crítica foi feita a D. Pedro II, que a posteridade respeita e muito. Os jornais da época diziam que D. Pedro II tinha mais interesse em ler revistas científicas e em escrever sonetos do que em governar. Muitas vezes o monarca com menos apetite pelo poder, paradoxalmente torna-se o melhor monarca. O pai da atual rainha da Inglaterra, Rei Jorge VI, e sua esposa, Elizabeth, a falecida rainha-mãe, foram considerados inadequados após assumirem o trono pela renúncia do irmão Edward VIII, que insistia em se casar com a americana divorciada Wallis Simpson. Edward tinha todos os atributos de monarca que pareciam faltar ao irmão. Repito, pareciam. Jorge era considerado inseguro e nervoso (fumava sem parar)  e Elizabeth, meio simples e “matrona”. MAS A VERDADE É QUE SÓ O TEMPO MOSTRA A VERDADE. Quando Hitler subiu ao poder na Alemanha, Edward e Wallis, seduzidos por suas idéias, foram ao seu encontro, e as câmeras registraram um Hitler curvado e encantado diante do casal. Depois veio a guerra e ai...bem, aí tudo mudou. 
Edward, arrependido, suplicou para ingressar nas forças armadas britânicas como combatente. Só que a infeliz foto sufocava a realeza e todos os britânicos que levavam bombas na cabeça todas as noites. O governo não lhe deu nenhum cargo oficial e acharam melhor inclusive mantê-lo longe da Europa, mandando-o para as Bahamas. E mais, durante os bombardeios, os alemães jogaram uma bomba ou dentro, ou muito próximo ao Palácio de Buckingham, colocando em risco toda a família real. O Parlamento, alarmado, insistiu para que as princesas Elizabeth e Margareth, então crianças, fossem enviadas para um local seguro no Canadá. Então aquela mulher que foi considerada “simples demais" para ser consorte do rei disse uma frase que os ingleses jamais esqueceriam: 
“O REI NUNCA SE AFASTARÁ DA INGLATERRA, 
EU NUNCA ME AFASTAREI DO REI, 
E MINHAS FILHAS NUNCA SE AFASTARÃO DE MIM!”. 
Elizabeth foi considerada pelos nazistas "a mulher mais perigosa da Europa".
O Rei George VI e Elizabeth, também visitavam freqüentemente os escombros deixados pelos bombardeios nazistas para levantar o ânimo do povo londrino.
O resto é história. O povo britânico jamais esqueceu a foto e lembrou sempre da frase. Edward e Wallis passaram o resto da vida na França, esquecidos, e a Rainha-mãe foi reverenciada pelo resto de sua longa vida, até falecer com 101 anos.

O que tem isso a haver com a Princesa Isabel e D. Pedro II? Tudo. A História nos mostra que, por vezes, herdeiros que pareciam ter menos perfil e menor apetite pelo poder foram os que melhor governaram."


O FILME "O DISCURSO DO REI"





FILIE-SE A UM CÍRCULO MONÁRQUICO

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Dalva, Herivelto e D. Pedro II




Eu já sabia deste fato, mas creio que muitos brasileiros não sabem, principalmente considerando-se que a Rede Globo, que realizou uma bela minissérie sobre a vida da cantora, "Dalva e Herivelto", não o mencionou. Não é um fato irrelevante, foi para a cantora motivo de muito orgulho, e a rainha não era obscura, era a Rainha da Inglaterra. A minissérie, atendo-se sempre às brigas e intrigas amorosas, como sendo os únicos fatos interessantes para o público, também não mencionou um outro episódio importante. Refere-se à composição de Herivelto Martins "Ave-Maria no Morro". Segundo Peri Ribeiro, filho do casal, em seu livro "Minhas Duas Estrelas", Villa Lobos teria ficado fascinado com a melodia, e incentivado muito Herivelto Martins a estudar música erudita, pois segundo ele, "eu passei a minha vida inteira estudando música clássica e não sou capaz de compor uma Ave-Maria como a sua". Herivelto não conhecia a notação musical. Compunha apenas de memória e de ouvido. Alguém tinha que memorizar o que compunha para ele não esquecer. Dalva, com excelente ouvido, fez muito este papel, enquanto foram casados.


Dalva, no início da sua carreira, também havia sido aconselhada a tentar o canto lírico, pelo belo vibrato e extensão natural de sua voz. Mas o canto lírico requer anos de treinamento e Dalva, uma simples faxineira, precisava de dinheiro imediato, o que só o popular poderia lhe render.
Ambos eram cidadãos da Republica, e não tinham alguém como D. Pedro II, que, entusiasmadíssimo com Carlos Gomes, quis logo financiar seus estudo, não aqui, mas na Europa, pensando primeiro, inclusive, em enviá-lo para Baireuth, onde pontificava Wagner (!!!), mas a Imperatriz Teresa Cristina, que entendia muito de canto (creio que ela mesma tinha uma voz educada para o canto lírico), preferiu a Itália. D. Pedro enviou carta de recomendação ao Rei Fernando, de Portugal, solicitando que apresentasse Carlos Gomes ao Diretor do Conservatório de Milão. O resultado é que Carlos Gomes permanece até hoje como o único grande compositor de óperas brasileiro. D. Pedro II  ainda tranquilizou Carlos Gomes prometendo amparar seu pai, muito pobre, dando-lhe um emprego. Parece que C. Gomes agradeceu chorando de emoção.
Antes de D. Pedro, seu avô, D. João VI, já havia dado todo apoio possível e impossível ao Pe. José Maurício. 
Em tempo. Parece que não foi só Villa Lobos que se impressionou com a beleza da  "Ave-Maria" de Herivelto. Vi em tempos recentes o célebre tenor lírico Andrea Bocelli cantá-la na TV, traduzida para o italiano, em que substituíram o "morro", por uma "aldeia muito pobre" da Itália, tentando manter o espírito da letra. 
Será que alguém pensa nisso? Será que alguém se lembra disso?  
Se os próprios roteiristas da Globo, que trabalham com ajudantes, ao fazerem a minissérie, passaram ao largo destes fatos, creio que muito poucos. Não estou "insinuando" que só a realeza incentiva a grande arte. Creio que posso afirmar isso tranquilamente, uma vez que os próprios fatos o comprovam de forma tão clara e inequívoca.

FILIE-SE AO UM CÍRCULO MONÁRQUICO! 

domingo, 28 de novembro de 2010

Deus proteja o Rio de Janeiro

t1larg.rio.tank.afp.gi
Hoje, às 8 horas da manhã, enquanto eu ainda dormia, começou o ataque ao complexo de favelas do Morro do Alemão, principal esconderijo dos narcotraficantes, onde moram 300 mil pessoas, cercado desde a véspera, aguardando aqueles que quisessem se entregar voluntariamente, o que não aconteceu. Ontem ainda, uma repórter entrevistava um policial que atendeu um celular de sua mãe que chorava sem parar, com medo da morte do filho. Ele dizia apenas: “Mãe, não adianta chorar”. O ataque poderia acontecer a qualquer momento. Foi necessário o apoio do Exército e da Marinha, com tanques de guerra blindados usados para invadir países, para a ocupação do complexo do Alemão. A invasão aparentemente não foi o mais difícil, pois todos os moradores e lojistas se esconderam em casa e as ruas ficaram vazias. 


O problema é que os traficantes também se esconderam, com suas armas e granadas. Os policiais temiam que estes fizessem os moradores de reféns, o que felizmente não aconteceu. Parece que a operação pode durar dias ou semanas, pois 30 mil casas terão que ser revistadas, uma a uma. Agora, mais do que nunca é preciso o apoio da comunidade aos policiais, não escondendo traficantes. Já mostraram na TV um pai entregando o próprio filho, dizendo: "Ele fez, ele tem que pagar". A população ajudou a polícia a encontrar o paradeiro de um importante traficante, Elizeu, responsável pela morte do jornalista Tim Lopes.
Como não estamos em estado de sítio, a polícia não pode sair simplesmente invadindo as casas. Tem que pedir para entrar. Mas uma casa que negue a entrada torna-se logo suspeita. Dos estimados 600 traficantes, foram feitas 30 apreensões, dois apenas conhecidos. E os outros 570? Se forem fichados, conhecidos ou tiverem sido presos, fica mais fácil a identificação, mas no caso de traficantes desconhecidos, que nunca tenham sido fichados ou passado pela polícia, estes podem simplesmente jogar fora as armas, ficar quietos em suas casas e se apresentar como cidadãos pacíficos.  Enfim, o quadro é realmente nublado e cheio de imprevisibilidades. Espera-se que o fim da sensação de impunidade diminua a adesão ao tráfico. O governador também declarou que será feito um trabalho de reurbanização, limpeza e trabalhos sociais de apoio às comunidades carentes para impedir no futuro o surgimento de novas lideranças  que preencham o vazio deixado pelo Estado. Isso sim, é muito importante.
Pela manhã, um grupo de pessoas subiu ao Cristo Redentor e  realizou uma missa pela paz.
O Rio amanheceu com um belíssimo dia de sol.
Eu ia à praia jogar frescobol e me divertir com meus amigos.
Até o momento, em Copacabana não há perigo ou violência. Mas, não vou mais.
HOJE NÃO QUERO RIR.
NÃO QUERO SER FELIZ.
QUERO ACOMPANHAR COM SOLIDARIEDADE O QUE ACONTECE NO 
RIO QUE EU AMO 

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Convite para o lançamento do livro D. Luiz de Orleans e Bragança

Imagem-Convite1 
Release da Editora Alameda
Em 26 de janeiro de 1878 nascia em Petrópolis D. Luís, segundo filho da princesa Isabel e Gastão d'Orléans, conde d'Eu. Após a proclamação da República, grandes transformações atingiram a família imperial brasileira, que passou a residir na França. Nesse contexto, D. Luís acabou por assumir a posição de príncipe imperial e manifestou-se publicamente no Brasil, ao longo de vários anos, em favor da restauração do trono.

Em 1908, assumiu o papel de príncipe imperial, em decorrência da renúncia do irmão mais velho, D. Pedro de Alcântara, à posição dinástica. Sua figura jovem, com formação militar, seu interesse pelo Brasil e pela política valeram-lhe ser apontado por Martim Francisco Ribeiro de Andrada como o "príncipe perfeito", o primeiro desde a queda da monarquia a declarar-se pretendente ao trono.

Neste livro, a historiadora Teresa Malatian coloca em pauta a vida e a atuação política de D. Luís, numa retomada do tema do monarquismo durante a Primeira República, pouco estudado pela escassa historiografia sobre o assunto. Objeto de diversos artigos publicados em jornais e revistas, nunca D. Luís havia sido biografado na extensão de toda sua vida como foi agora, neste volume. 


FILIE-SE A UM CÍRCULO MONÁRQUICO DE SUA CIDADE

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Palestra “Estadistas Imperiais”

REPASSANDO:
Encerrando o ciclo de reflexões sobre o Brasil Imperial, o MIR/Casa da
Marquesa de Santos, receberá na próxima quinta-feira, dia 25 de novembro, às
16h, a palestra "ESTADISTAS IMPERIAIS" com o Prof. Ricardo Salles, doutor em
História e professor do Departamento de História da UNIRIO.

Contamos com sua presença, agora também aos sábados, domingos e feriados,
das 13h ás 17h, e lembramos que a entrada é franca, e nosso estacionamento
está à sua disposição e de seus convidados.

Márcia Izabel
Difusão Cultural
MIR/Casa da Marquesa de Santos
Tel: 21 2332-4513/4514


FILIE-SE A UM CÍRCULO MONÁRQUICO DE SUA CIDADE 

sábado, 20 de novembro de 2010

Glórias da cultura brasileira soterradas pela censura republicana

(Executada pela Orquestra Sinfônica de Berlim)

A Marcha Solene Brasileira foi composta pelo americano Louis Moreau Gottschalk na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1869, durante uma turnê pela América do Sul. Inspirada no clima jubiloso vigente na Corte por causa da vitória sobre a maior parte das tropas paraguaias durante a Guerra do Paraguai, é baseada também no tema do Hino Nacional Brasileiro. Quando foi executada pela primeira vez em 24 de novembro de 1869 em homenagem ao imperador D. Pedro II, organizou-se um concerto monumental, reunindo 650 músicos, quase todas as bandas da cidade, 44 rabecas, 65 clarinetas, 55 saxhorns, 60 trombones, 62 tambores, entre outros instrumentos, lotando o Teatro Lírico, assim como as ruas adjacentes. Quando foi executada a "Marcha Solene" acompanhada do troar de canhões nos bastidores, a platéia, que incluía o Imperador, entrou em êxtase cívico-estético. Era a consagração do hino, já ouvido por milhares no campo de batalha e nas despedidas de voluntários. Entende-se por que, mais tarde, a população do Rio exigiu a manutenção do velho hino contra a tentativa republicana de o substituir.
Esta seria a última criação do talentoso compositor americano, que faleceria semanas depois de sua memorável apresentação, no dia de 18 de dezembro de 1869 na cidade do Rio de Janeiro.
A música logo cairia no esquecimento, sendo muito raramente executada em público no século XX. Tal situação veio a se agravar quando uma consulta feita em 1973 à Comissão Nacional de Moral e Civismo ameaçou a peça de proibição, já que pela lei brasileira é proibida a execução do Hino Nacional que fuja ao que é determinado pela mesma. Depois de anos tal questão foi resolvida sendo a proibição considerada um crime de lesa-cultura. Finalmente liberada, a Marcha Solene foi executada junto ao Monumento do Ipiranga, marco da Declaração da Independência, no dia 7 de setembro de 1981, para um público de 800 mil pessoas. 



FILIE-SE A UM CÍRCULO MONÁRQUICO DE SUA CIDADE 
(consulta de endereços: CÍRCULO MONÁRQUICO DO RIO DE JANEIRO )

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Emocionante entrevista na TV com o monarquista Dr. Rubens Britto Filho

Repassando o excelente post do Monarquia21
O Programa Diálogo Franco com Carlos Marcondes entrevistou o Dr. Rubens Brito Filho – Presidente do Conselho do Instituto Brasil Imperial – Órgão de Estudos Monárquicos. Transmitido dia 24 de outubro na TV Band Vale.http://www.brasilimperial.org.br/





domingo, 7 de novembro de 2010

Bem lembrado e mal contado

wallis-simpson
Deu no Globo que Dilma Roussef não é realmente a primeira mulher a governar o Brasil. Antes dela a Princesa Isabel e a Imperatriz Leopoldina já haviam estado à frente do governo brasileiro como regentes. Ambas eram muito queridas pelo povo. D. Leopoldina durante o 7 de setembro, e a Princesa Isabel em três ocasiões de ausência de D. Pedro II, sendo que em uma delas, durante quase 4 anos, período de um mandato presidencial.
Só que consultaram um autor da biografia da Princesa Isabel  que afirmou que esta exercia o poder a contragosto. Bem, a mesma crítica foi feita a D. Pedro II, que a posteridade respeita e muito. Os jornais da época diziam que D. Pedro II tinha mais interesse em ler revistas científicas e em escrever sonetos do que em governar. Muitas vezes o monarca com menos apetite pelo poder, paradoxalmente torna-se o melhor monarca. O pai da atual rainha da Inglaterra, Rei Jorge VI, e sua esposa, Elizabeth, a falecida rainha-mãe, foram considerados inadequados após assumirem o trono pela renúncia do irmão Edward VIII, que insistia em se casar com a americana divorciada Wallis Simpson. Edward tinha todos os atributos de monarca que pareciam faltar ao irmão. Repito, pareciam. Jorge era considerado inseguro e nervoso (fumava sem parar)  e Elizabeth, meio simples e “matrona”. MAS A VERDADE É QUE SÓ O TEMPO MOSTRA A VERDADE. Quando Hitler subiu ao poder na Alemanha, Edward e Wallis, seduzidos por suas idéias, foram ao seu encontro, e as câmeras registraram um Hitler curvado e encantado diante do casal. Depois veio a guerra e ai...bem, aí tudo mudou.
Edward, arrependido, suplicou para ingressar nas forças armadas britânicas como combatente. Só que a infeliz foto sufocava a realeza e todos os britânicos que levavam bombas na cabeça todas as noites. O governo não lhe deu nenhum cargo oficial e acharam melhor afastá-lo da Europa, mandando-o para as Bahamas. E mais, durante os bombardeios, os alemães jogaram uma bomba ou dentro, ou muito próximo ao Palácio de Buckingham, colocando em risco toda a família real. O Parlamento, preocupado,  insistiu para que as princesas Elizabeth e Margareth, então crianças, fossem enviadas para um local seguro no Canadá. Então aquela mulher que foi considerada “simples demais" para ser consorte do rei disse uma frase que os ingleses jamais esqueceriam: “O REI NUNCA SE AFASTARÁ DA INGLATERRA, EU NUNCA ME AFASTAREI DO REI, E MINHAS FILHAS NUNCA SE AFASTARÃO DE MIM!”.
Além disso, o Rei George e Elizabeth, Rainha-Mãe, visitavam freqüentemente os escombros deixados pelos bombardeios nazistas para levantar o ânimo do povo londrino.




O resto é história. O povo britânico jamais esqueceu a foto e lembrou sempre da frase. Edward e Wallis passaram o resto da vida na França, esquecidos, e a Rainha-mãe foi reverenciada pelo resto de sua longa vida, até falecer com 101 anos.
O que tem isso a haver com a Princesa Isabel e D. Pedro II? Tudo. A História nos mostra que, por vezes, herdeiros que pareciam ter menos perfil e menor apetite pelo poder foram os que melhor governaram.



quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A maconha, o conservador e a falácia do “todo mundo”

Noticiado hoje: em plebiscito na Califórnia, os participantes rejeitaram a legalização da maconha. No último programa “Manhattan Connection”, o inteligente Diogo Mainardi disse que quando esteve na Califórnia viu “todo mundo” fumando maconha. Bem, agora este plebiscito mostrou que o que ele viu como todo mundo não era realmente todo mundo. Engraçado que esta expressão é muito comum, é usada com grande freqüência na linguagem falada do brasileiro. Mas prestem bem atenção ao contexto: são pessoas que geralmente querem impingir uma idéia de fundo controverso e geralmente falacioso. “Ah, isso parece errado, mas todo mundo faz…” E olha que o plebiscito foi feito em um dos estados mais liberais dos Estados Unidos, e foi feito apenas porque o estado está desesperadamente necessitado de dinheiro. Estão com uma dívida que ninguém sabe como pagar. Mas a verdade é que ninguém conhece ou sabe quem é mundo. Se não o fez até agora, passe a desconfiar de quem usa a expressão.  Quando acontecem eleições ou plebiscitos, aí sim, aparece a verdade. Tenho que concordar com FHC (acho que foi ele quem disse) “não existem drogas leves, são todas perigosas.

Repassando a proposta americana: “A Proposta 19 previa a legalização da posse de até 28 gramas de maconha, o uso em locais privados e o plantio de até 2,3 metros quadrados da erva para pessoas acima dos 21 anos de idade. O referendo - realizado juntamente com as eleições parlamentares americanas - chamou a atenção do país inteiro porque criaria um incompatibilidade entre a legislação estadual e a legislação federal sobre a questão. No mês passado, o procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holden, disse que "aplicaria vigorosamente" a lei federal em relação à maconha na Califórnia, mesmo que a proposta 19 fosse aprovada."Hoje, os californianos reconheceram que legalizar a maconha não vai tornar nossos cidadãos mais saudáveis, resolver o problema orçamentário da Califórnia ou reduzir a violência ligada às drogas no México", declarou o diretor para Política de Drogas da Casa Branca, Gil Kerlikowske, após a divulgação dos primeiros resultados. "O governo Obama foi claro em sua oposição à legalização da maconha porque pesquisas revelam que o uso de maconha está associado a internações voluntárias para tratamento de vícios, acidentes fatais sob influência de drogas, doença mental e admissão em setores de emergência nos hospitais." (Google News/Estadão)

Isso mostra que deveríamos usar mais a de Nixon: “a maioria silenciosa”, geralmente conservadora, infelizmente um tanto preguiçosa, não gosta de brigas, discussões, não se engaja como militante em causa nenhuma, mas que implementa as grandes decisões quando  consultada em plebiscitos. Deveríamos usar com mais freqüência a prática saudável do plebiscito, principalmente agora que temos a urna eletrônica. Segundo me disse um mesário, as filas acontecem apenas para eleição de muitos cargos e as pessoas se atrapalham procurando os números de seus políticos; mas quando é um ou outro, sim ou não, é rapidíssimo. Aí sim, teríamos decisões legítimas, democráticas e incontestáveis.

domingo, 31 de outubro de 2010

O que o Oráculo de Apolo diria aos republicanos em 15 de novembro de 1889?

A Revista Veja fez uma edição simulada do dia 20 de novembro de 1888, coligindo três artigos publicados 5 dias após a queda da Monarquia. Excelente idéia! Eram testemunhas oculares da História contando-a no exato momento em que ela acontecia. Interessante ver como se misturam idéias legítimas e (pré)-conceitos absurdos. A grande tragédia do ser humano é não saber distinguir o absurdo do legítimo no calor da hora, quando tudo acontece no momento presente. São necessárias décadas de distanciamento para descobrir a “verdade verdadeira”, e aí geralmente já é tarde demais para consertar os sonhos “mal sonhados”, para descobrir que antes éramos mais felizes e não sabíamos.
Os antigos gregos tinham consciência da deficiência da razão humana e, quando o assunto era futuro, procuravam os conselhos de Apolo no Oráculo de Delfos. Criaram a 1ª democracia do mundo e o milagre da cultura grega, estudada e admirada até hoje. Depois do Iluminismo passamos a fazer uso apenas da Razão, instrumento fascinante, mas infelizmente limitado, como Pascal já advertira a Descartes, mas ninguém deu bola.
Tentei extrair o mais relevante dos três artigos publicados em 20 de outubro de 1889. Darei ao final o link para a íntegra dos três, para quem tiver interesse.
“O Brasil acordou monarquista na sexta-feira passada e foi dormir republicano. Jamais houve na História do país uma ruptura política tão inesperada. Na véspera, ninguém poderia prever que o reinado viria abaixo... D. Pedro lI, detido no palácio imperial do Rio de Janeiro, escrevia a carta em que acatava a ordem de exilar-se: "Cedendo ao império das circunstâncias, resolvo partir com toda a minha família para a Europa amanhã"...Por mais que alguns republicanos agora queiram provar que a monarquia caía de podre, que a República era um anseio popular e que o movimento pela sua proclamação estava organizado até os íntimos detalhes, os fatos foram bem diferentes. O imperador e a princesa Isabel eram respeitados e admirados pela gente humilde, que no ano passado deixou de ser escrava. O Partido Republicano conseguiu eleger apenas dois deputados nas eleições de agosto, e, nas ruas, as simpatias que conseguia angariar eram episódicas e pouco eficazes. Quanto à organização das forças que derrubaram de supetão a monarquia na sexta-feira passada, elas lembravam mais uma geringonça andando aos solavancos que um trem bem azeitado. O dia 15 foi repleto de lances de confusão, de líderes que deram shows de hesitação (a começar por Deodoro), de liderados que acreditaram em boatos e saíram de quartéis pensando que estavam apenas derrubando o ministério. É quase um milagre que a República tenha sido proclamada na sexta-feira passada.
E, no entanto, o Brasil não só acordou imperial e dormiu republicano como, pelo menos até agora, não há indícios em qualquer canto do país de movimentos significativos de restauração monárquica. Caiu o Império praticamente sem sangue... Caiu porque, ao longo dos últimos anos, a monarquia se embaralhou ao jogar com três problemas que de chofre lhe desabaram sobre a cabeça na sexta-feira, fazendo com que a coroa rolasse pelo chão. Os problemas que enredaram o Império foram: 1) Abolição da Escravatura, 2)o centralismo econômico-administrativo e 3)a indisciplina militar. As duas leis anteriores (Ventre Livre, Sexagenário) tinham embutidos mecanismos de indenização aos proprietários de escravos. Com a Lei Áurea, a princesa Isabel radicalizou. Ela expropriou os donos de escravos, que se viram privados de suas propriedades sem receber nada em troca. Essa violência contra escravocratas (sic!) não ocorreu em país nenhum do mundo. Ou melhor, a libertação de escravos sem indenização só aconteceu nos Estados Unidos, mas numa situação particular: os Estados do norte decretaram a abolição em 1863 para atacar os escravocratas do sul do país, no quadro da guerra civil iniciada dois anos antes.
O Império não deu a indenização aos senhores de escravos por motivos econômicos. "O Brasil não é bastante rico para apagar o seu crime", explicou o abolicionista e monarquista Joaquim Nabuco. Ou seja, o Império não tinha dinheiro em caixa para pagar as indenizações aos mais de 200.000 donos dos 700.000 escravos libertados no ano passado. Com isso, a monarquia perdeu sua base de apoio mais sólida, a dos fazendeiros, que se sentiram roubados.
(2) “O centralismo do Império deu bons resultados enquanto a Província do Rio de Janeiro foi o pólo mais dinâmico da economia nacional. Na medida em que a cafeicultura perdeu força no Rio, principalmente devido à exaustão dos solos, e começa a florescer no centro-oeste do país, inicia-se a grita federalista...".
(3)” A guerra do Paraguai fez com que surgisse, através de promoções rápidas e sucessivas, uma nova geração de altos oficiais... Fez, em suma, com que o Exército se tornasse mais corporativista, achando que, por ter ganhado a guerra, a nação lhe devia algo... Os oficiais começaram a protestar a respeito de tudo, a se imiscuir em assuntos que não lhes diziam respeito, a descumprir ordens do Ministério da Guerra e do governo.
“... Paradoxalmente, a princesa é benquista pela massa do povo brasileiro, principalmente por aqueles que no ano passado foram libertados da escravidão. Tanto é assim, que multidões enormes se reuniram para ovacioná-la no Rio de Janeiro nos dias que se seguiram ao 13 de maio do ano passado. Mas a política brasileira, tal como era feita no Império recém-destronado, não se fazia com o povo. Era assunto de elite, de bacharéis e barões - de gente com renda o suficiente para poder votar.”
O Brasil entra numa nova era, a da República, um regime que permite a ampliação da cidadania, a participação popular, a democracia. O governo provisório tem muitos ministros de talento, mas os problemas imediatos que terão de resolver são graves, são os mesmos que embaralharam o Império: o da indenização pela abolição, o da autonomia das províncias e o da anarquia militar...”
Parece evidente a busca por uma “CONJUNÇÃO DE FATORES”. Hoje, mais de 100 anos, vemos que o grande problema foi a realmente a Abolição. Centralismo X separatismo e indisciplina militar são problemas com que se depararam inúmeros países desde sempre. Mas no nosso caso, a mentalidade era tal que a Abolição foi citada como “VIOLÊNCIA CONTRA OS ESCRAVOCRATAS”, não só pela alforria em si, mas pela falta de indenização pecuniária. O Império lhes roubara uma “propriedade”. Não conseguiam distinguir o ser humano aviltado ao seu mais baixo grau, que era o escravo, do conceito de “PROPRIEDADE”, sem se lembrar de que deveria bastar o lucro incalculável que aqui auferiram de seu trabalho por 400 anos; mas não bastava. Nada basta a um ser humano que julga legítimo escravizar seu semelhante. A Princesa Isabel, resoluta, e nada ingênua disse: "Talvez seja devido a essa lei que estejamos indo para o estrangeiro, mas se as coisas fossem repostas, não hesitaria em assiná-la novamente", enquanto indicava a mesa na qual havia mandado gravar no mármore a data de 13 de maio de 1888...”
Imagine se ainda lhe dessem tempo para implementar a Lei de Indenização aos escravos...! Que absurdo! Indenizar o escravo e não o escravocrata! Talvez isso tivesse criado novos receios. A República não revogaria a Lei Áurea, que era fato consumado, mas a “radical” Princesa Isabel, única personalidade brasileira a receber a “Rosa de Ouro” do papa, poderia levaria seu apoio aos escravos recém-libertos só Deus sabe aonde!
O primeiro articulista terminou seu artigo em tom mais preocupado que os outros dois, claramente republicanos convictos, que finalizam os seus em tom bem mais jubiloso:
- "...Estamos em presença de um esboço rude, incompleto, completamente amorfo. Não é tudo, mas é muito". O Brasil apenas adentrou na era republicana, que pode trazer grandes benefícios para o país em matéria de desenvolvimento e liberdade. O que se fez na sexta-feira passada foi subir um degrau marcante para se entrar na grande era.”
- “... O império findou sem que ninguém o defendesse ou chorasse. Acabou porque era uma forma de governo anacrônica, exaurida, incapaz de oferecer perspectivas de melhorar ao país, ampliando os direitos dos cidadãos. Agora, é a hora da República - do regime que pode democratizar o Brasil.”
Interessante...: “a República pode trazer grandes benefícios para o país em matéria de ...liberdade”...”República – regime que pode democratizar o Brasil!”
Não consultavam oráculos, como os gregos. Usavam apenas a razão, que nada previu das décadas seguintes: os golpes, as revoltas populares, Floriano, o “Marechal de Ferro”, o Estado Novo e sua polícia secreta, as ditaduras militares com O DOI-CODI, a censura à imprensa, a luta armada e a tortura, todos os escândalos de corrupção. Os mais ferrenhos inimigos de D. Pedro II nunca lhe acusaram de ditador, torturador, ou corrupto. As críticas de então nos parecem hoje quase infantis: D. Pedro II prefere ler revistas científicas e escrever sonetos a dedicar-se aos assuntos de Estado. Ah, fossem apenas esses os defeitos de nossos governantes atuais...
O Brasil levaria quase nove décadas para retomar a normalidade e a estabilidade democrática, ainda assim em meio a uma gravíssima crise financeira, e menosprezado por estar entre os países com pior distribuição de renda do mundo e por sua “corrupção endêmica” (análise dos americanos creio eu)
Hoje, o povo, de tão desiludido, elegeu Tiririca. Se soubessem das pueris críticas republicanas de então, não entenderiam nada. Que tem demais o Imperador gostar de estudos científicos e poesia? Os antigos romanos, muito mais espertos, respeitaram o erudito Marco Aurélio, o Imperador-Filósofo, que faleceu durante uma expedição militar. Seus restos foram trazidos de volta a Roma e depositados num mausoléu. Por outro lado, acharam mais acertado assassinar os ditatoriais Nero e Calígula.
Quando os brasileiros resolveram, em ato de respeito e reverência, transladar restos mortais de D. Pedro II para Petrópolis em 1925, era tarde demais. A deusa Razão já substituíra um Império de 1º Mundo por uma Republiqueta de Terceiro.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

D. Pedro II, o mais culto dos líderes brasileiros

Dom Pedro II era um homem de contradições. Alçado ao cargo de imperador com apenas 6 anos de idade, após a abdicação de seu pai, dom Pedro I, em 1831, assumiu de fato o poder aos 15, tornando-se o mais jovem governante que nosso país já teve. Educado desde cedo para ser um monarca, identificava-se muito mais com os intelectuais, nutrindo verdadeira paixão pelas letras, ciências e por conhecer novas culturas e tecnologias. Sua curiosidade levou-o a longas excursões feitas pelo Brasil e para o Exterior, incluindo passagens pela Europa, Norte da África e até Oriente Médio. Agora, o conjunto de registros e diários dessas viagens do imperador brasileiro acaba de ser reconhecido como patrimônio da Memória do Mundo pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

“Trata-se da reafirmação da importância desses registros para a história da humanidade e do legado de dom Pedro II, que sempre acreditou no futuro do Brasil”, afirma Maurício Ferreira Júnior, diretor do Museu Imperial em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Responsável pela inscrição dos documentos para a avaliação da Unesco, o museu guarda 870 itens doados em 1948 pelo príncipe dom Pedro Gastão de Orleans e Bragança, que incluem os 43 cadernos pessoais do imperador, itinerários das viagens, correspondências, controles de visitas, relatórios de despesas, jornais e 67 gravuras de paisagens, pessoas e animais feitas pelo próprio Pedro II. “Nosso objetivo agora é captar recursos para a digitalização desses materiais, para a montagem de uma exposição e posterior publicação dos diários do imperador incluindo todos os elementos, como cartas e recortes de jornais”, conta Ferreira Júnior.

Em mais de 5.500 páginas manuscritas, dom Pedro II registrou em minúcias quatro viagens realizadas pelo Brasil e três ao Exterior. “As excursões brasileiras foram motivadas por questões políticas e pagas pela Casa Imperial”, explica Miriam Dolhnikoff, professora do departamento de história da Universidade de São Paulo (USP). “Já as internacionais foram meramente turísticas, mas bancadas tanto pelas finanças públicas quanto pelo próprio imperador”, completa. Pedro II deixou o País pela primeira vez em 1871 rumo à Europa e ao Egito, após a morte de sua filha Leopoldina em Viena, na Áustria. A ausência de 11 meses do monarca causou mal-estar entre a elite brasileira da época. “Fazia menos de um ano que a Guerra do Paraguai havia terminado e o Parlamento estava em guerra em torno da Lei do Ventre Livre”, diz Miriam A lei acabou aprovada no mesmo ano pela Assembleia-Geral e sancionada pela princesa Isabel, que, aos 24 anos, assumia o governo durante a excursão de seu pai.
A segunda viagem de dom Pedro II começou nos Estados Unidos em 1876. Lá o monarca compareceu à comemoração dos 100 anos da independência americana e deslumbrou-se com os avanços tecnológicos daquele país. Nessa ocasião conheceu Thomas Edison e Graham Bell, que havia inventado o telefone, e teria testado a nova invenção. Admirado com a engenhoca, fez questão de que o Brasil fosse um dos primeiros países do mundo a possuir um telefone. Depois, seguiu rumo ao Canadá, à Europa, incluindo a Turquia, o Egito novamente, e por fim chegou à região do Oriente Médio, onde visitou Síria, Líbano e Palestina, incluindo Jerusalém. Ao todo o imperador permaneceu um ano e seis meses entre paradas e percursos feitos de navio, trem e carruagem.
A última escapada para a Europa, em 1888, teve como principal motivo a recuperação de sua saúde. Sofrendo de graves febres em decorrência da diabetes, Pedro II foi aconselhado por seus médicos a passar um ano e dois meses na Europa, entre Alemanha, Itália e França. Segundo a antropóloga Lilian Schwarcz, autora da biografia “As Barbas do Imperador”, os relatos do monarca dos trópicos mostravam sua vontade de registrar tudo o que via e uma sede inesgotável de conhecimento. “Mais do que ser recebido por czares e reis, Pedro II gostava de conversar com as pessoas comuns, visitar escolas, igrejas, hospitais, fábricas e até prisões”, diz Lilian. “Seus diários são um retrato do século XIX através dos olhos de nosso imperador itinerante.”

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A LUTA DA PRINCESA ISABEL PELA ABOLIÇÃO EM PPS



À ESQUERDA, A "ROSA DE OURO", COMENDA CONCEDIDA A ALGUÉM QUE TENHA REALIZADO UM ATO EXCEPCIONALMENTE NOTÁVEL E QUE TENHA TRAZIDO REGOZINHO E ALEGRIA À IGREJA. A PRINCESA ISABEL FOI A ÚNICA PERSONALIDADE BRASILEIRA A JAMAIS RECEBER A "ROSA DE OURO".

PARA VER O SLIDE MUSICAL ABAIXO



1) LIGUE O SOM
2) CLIQUE NO CENTRO DA TELA PARA VER O SLIDE

3) DEPOIS NO CANTO INFERIOR DIREITO PARA VISUALIZAR EM TELA CHEIA

4) PARA AVANÇAR BASTA CLICAR O MOUSE
5) AO TERMINAR, APERTE ESC PARA SAIR DA TELA CHEIA


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

D. Bertrand pede solidariedade ao Papa

O Príncipe Dom Bertrand está convocando para agir em defesa do Papa
Para isso, ele o convida a incluir seu nome no abaixo-assinado em
apoio a Sua Santidade o Papa Bento XVI, contra a onda de ataques
caluniosos e maldosos que têm ferido sua dignidade.
Este abaixo-assinado será enviado ao Vaticano, como expressão do apoio
dos brasileiros ao Santo Padre e à Santa Igreja, neste episódio
lamentável de perseguição à Fé católica.
Manifeste seu apoio, incluindo seu nome na página:
http://www.ipco.org.br/home/seu-apoio-a-igreja
Ao acessar o site, V. terá acesso à íntegra do documento redigido por nosso
Instituto.
Observação: Depois de incluir seu nome, faça o mesmo que Dom Bertrand
fez e indique pelo menos 5 amigos para fortalecer esta ação de
solidariedade ao Santo Padre:
http://www.ipco.org.br/home/passe-a-diante-sua-solidariedade-ao-papa

Assista os 6 vídeos que Dom Bertrand gravou sobre o PNDH3 e outras questões
polêmicas diante da Igreja.

Outros videos em http://www.youtube.com/user/Institutopco

fonte: (Jean Tamazato http://pulse.yahoo.com/_TBNOH2DTPFSYZ5KED65XGFCFBA )

((blog do http://monarquiabrasileira.yolasite.com/ )

Comunicado de S.A.I.R. D. Bertrand de Orleans e Bragança


São Paulo, 12 de outubro de 2010,
Festa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida,
Padroeira do Brasil.

Prezado Monarquista:

Nesta hora em que, no Brasil, estão em jogo os valores fundamentais de nossa civilização cristã, julgo ser da maior importância a ampla divulgação das corajosas palavras de alerta do Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Di Cillo Pagotto. Peço portanto aos nossos caros amigos que não apenas tomem conhecimento desse pronunciamento, mas também procurem difundi-lo junto a todas as pessoas de suas relações.
Estamos assistindo nesse momento histórico algo sem precedentes: o povo brasileiro ¾ independentemente dos partidos políticos, poderíamos até dizer, apesar dos partidos políticos ¾ despertando frente à mais grave ameaça que paira sobre o nosso futuro, mobiliza-se através da internet e outros meios a seu alcance na defesa de valores morais e religiosos que são a garantia irrenunciável da autêntica liberdade dos filhos de Deus em nossa Pátria.
A Divina Providência nos recompensará com superabundância por tudo que fizermos nesta decisiva hora pelo nosso grande, querido e tão sofrido Brasil.
Rogando a Nossa Senhora Aparecida ¾ cuja coroa de ouro cravejada de brilhantes que lhe orna a fronte foi doada pela Princesa Isabel ¾ que os abençoe a todos, com grande apreço subscreve-se

Dom Bertrand de Orleans e Bragança,
Príncipe Imperial do Brasil

O pronunciamento de Dom Aldo Pagotto:

fonte: http://www.matutando.com/2010/10/13/pronunciamento-de-dom-aldo-di-cillo-pagotto-arcebispo-metropolitano-da-paraiba-sobre-as-eleicoes-e-carta-de-dom-bertrand-principe-imperial-do-brasil/

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O povo esquece mesmo? Em 1930 Ribeirão Preto elege o nome de D. Pedro II para batizar seu grande teatro

Os 80 anos do Theatro Pedro II, uma das maiores referências culturais da cidade e do país, foram celebrados na noite de sexta-feira (8), em Ribeirão Preto. Além de autoridades políticas e militares, e de convidados, a Sala dos Espelhos recebeu a presença do conselheiro da Casa Imperial do Brasil e da fundação Pró-Monarquia, Ciro Moss Davino, representante do Príncipe Bertrand de Orleans e Bragança (trineto do Imperador Dom Pedro II), que não pode comparecer à solenidade por motivo de saúde.
Em seu discurso, Davino parabenizou a todos aqueles que, ao longo desses anos, contribuíram para a manutenção do prédio, um dos mais belos do país. “Manifesto uma enorme satisfação pelo cuidado que Ribeirão Preto tem com esse patrimônio. O agradecimento vai em nome da perseverança de todos que de uma forma ou de outra abraçaram o Theatro Pedro II", disse.
Segundo o presidente da Fundação Dom Pedro II, Josué de Lima Peixoto, o prédio foi batizado com o nome do imperador depois que uma pesquisa feita em 1930 apontou o nome do monarca como o preferido entre os ribeirãopretanos.
Para Davino, a homenagem é justa, já que Pedro II foi um grande incentivador da arte. “O povo gentilmente escolheu o nome do imperador para batizar a maior joia da cidade, um justo tributo ao homem que por 49 anos esteve à frente do Brasil. Dom Pedro II foi um grande mecenas e tutor das artes. Foi amigo de Victor Hugo, Thomas Edson, Charcot...e financiou estudos de vários artistas, entre eles o pintor Pedro Américo. Enfim, sua vida sempre esteve voltada ao campo das artes”, afirma.
A prefeita Dárcy Vera lembrou que o Theatro Pedro II é o cartão-postal de Ribeirão Preto, o maior símbolo da cidade. Ela disse ainda que o prédio imponente localizado no coração de Ribeirão mexe com a curiosidade das pessoas, tamanha a sua imponência.
(...)Diante de sua arquitetura, é difícil passar pelo prédio sem deixar de contemplá-lo por alguns instantes. “Passo por aqui todos os dias, e não deixo de olhar e admirar o prédio. Para mim é o lugar mais exuberante da cidade”, diz a empresária Sara Lima.
Mais à frente, um grupo de universitários faz fotos em frente ao prédio. “Somos de São Paulo e não há vir a Ribeirão e não conhecer o Pinguim, famoso pelo chope, e o Theatro Pedro II, pela sua importância cultural”, diz Luciano Cavalcanti, estudante de psicologia.
No banco da praça, o aposentado Júlio Casagrande, de 68 anos, contempla o prédio. “Venho aqui todos os dias e não me canso de fitar o "Pedrão". Sua presença nos dá uma sensação de força. É um orgulho para a cidade ter algo tão belo e de tamanha importância para o Brasil”, afirma. (síntese do artigo. Link para o original http://eptv.globo.com/lazerecultura/NOT,0,0,318913,Theatro+Pedro+II+celebra+80+anos+de+historia+em+Ribeirao+Preto.aspx


domingo, 10 de outubro de 2010

Memória Nacional - 183 anos do Museu do 1º Reinado

Por considerar importante a preservação de nossa memória histórica, principalmente no período referente ao Império, tão desqualificado pela República, repasso a mensagem abaixo. O interior do museu é belíssimo, mas o 2º andar, todo decorado com afrescos, mais próximo ao telhado e aos efeitos da chuva está seriamente danificado. Felizmente, a captação de verbas para sua restauração começa este mês. Entretanto, mesmo no estado em que está, é deslumbrante de ver ou rever.
Prezados,
Venham partilhar conosco as comemorações desta data tão querida. Aguardamos
sua presença no próximo dia 12 de outubro, terça-feira, a partir das 13h.
Lembramos que nosso estacionamento encontra-se à sua disposição e de seus
convidados.
Atenciosamente,
Márcia Izabel
Difusão Cultural
Museu do Primeiro Reinado
Tel: 21 2332-4513/4514

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

"PRINCESA ISABEL: MIL TRONOS EU TIVESSE, MIL TRONOS EU DARIA PARA LIBERTAR OS ESCRAVOS DO BRASIL"

isabel

A Princesa Isabel uniu-se aos partidários da abolição da escravidão. Apoiou muitos abolicionistas mesmo os aliados ao incipiente movimento republicano. Financiava a alforria de ex-escravos com seu próprio dinheiro e apoiava a comunidade do Quilombo do Leblon, que cultivava camélias brancas, símbolo do abolicionismo. Chegava mesmo a receber fugitivos em sua residência em Petrópolis.

"A Princesa Isabel também protegia fugitivos em Petrópolis. Temos sobre isso o testemunho insuspeito do grande abolicionista André Rebouças, que tudo registrava em sua caderneta implacável. Só assim podemos saber hoje, com dados precisos, que no dia 4 de maio de 1888, “almoçaram no Palácio Imperial 14 africanos fugidos das fazendas circunvizinhas de Petrópolis”. E mais: todo o esquema de promoção de fugas e alojamento de escravos foi montado pela própria Princesa Isabel. André Rebouças sabia de tudo porque estava comprometido com o esquema. O proprietário do Hotel Bragança, onde André Rebouças se hospedava, também estava comprometido até o pescoço, chegando a esconder 30 fugitivos em sua fazenda, nos arredores da cidade. O advogado Marcos Fioravanti era outro envolvido, sendo uma espécie de coordenador geral das fugas. Não faltava ao esquema nem mesmo o apoio de importantes damas da corte, como Madame Avelar e Cecília, condessa da Estrela, companheiras fiéis de Isabel e também abolicionistas da gema. Às vésperas da Abolição final, conforme anotou Rebouças, já subiam a mais de mil os fugitivos “acolhidos” e “hospedados” sob os auspícios de Dona Isabel.”

"Isabel Cristina comemorou seu aniversário de 39 anos, em 1885, com uma solenidade no Paço Municipal da capital, o Rio de Janeiro. Sentada, tendo a seu lado o marido, foi a estrela da cerimônia em que diversos escravos foram alforriados. Conforme os nomes dos beneficiados eram anunciados pelo vice-presidente da Câmara, João Florentino Meira de Vasconcellos, eles seguiam para receber seus certificados de libertação das mãos de Isabel. Cada ex-escravo curvava-se e, em sinal de respeito e gratidão, dava um beijo na mão da aniversariante. A relação de afeto entre a mulher e os negros começava a ser demonstrada publicamente.”

Poderosos, esses escravocratas infundiram na opinião pública, através do Parlamento e da imprensa, a idéia de que a abolição da escravidão seria a bancarrota econômica do império, e os juristas dos escravocratas criaram a tese jurídica de que o escravo era "propriedade" do senhor de engenho e, portanto, estavam sob amparo da Constituição, que garantia o "direito de propriedade". Eram tensas as relações entre a Regente e o Gabinete ministerial conservador. Aproveitando-se da oportunidade oferecida por um incidente de rua, Isabel demitiu o ministério e nomeou o conselheiro João Alfredo, demonstrando determinação política.. Na Fala do Trono, de 1888, Isabel dissera com o coração jubiloso: "confio em que não hesitarei de apagar do direito pátrio a única exceção que nele figura..." O Conde D"Eu, marido de Isabel, ainda lhe advertiu: "não assine, Isabel, pode ser o fim da Monarquia." Mas a Princesa estava determinada e respondeu prontamente ao marido: "É agora, ou nunca!"  Em13 de maio de 1888, aconteceram as últimas votações de um projeto de abolição total. Certa da vitória, a regente assinou a Lei Áurea, com uma pena de ouro especialmente confeccionada para a ocasião, recebendo a aclamação do povo do Rio de Janeiro. O Jornal da Tarde, de 15 de maio de 1888, noticiou que "o povo que se aglomerava em frente do Paço, ao saber que já estava sancionada a grande Lei, chamou Sua Alteza, que aparecendo à janela, foi saudada por estrepitosos vivas."  O jornalista mulato José do Patrocínio, aliado da Coroa, invadiu o recinto sem que ninguém conseguisse detê-lo e atirou-se aos pés da Princesa em prantos de gratidão. Isabel dava provas, de que seu reino era, sim, deste mundo, contrariando a ironia do conselheiro Saraiva que afirmara justamente o contrário, zombando do sentimento profundamente cristão de Isabel . A história há de fazer sempre justiça à "Princesa Redentora", título que lhe atribuiu José do Patrocínio, pois ela demonstrou no processo abolicionista firmeza, coragem e, sobretudo, nobre desapego ao cargo, o qual - lhe preveniram - haveria de ser dela tomado pela reação inevitável dos altos e egoísticos interesses escravocratas contrariados, tudo conforme relata o livro Dom Pedro II e a Princesa Isabel, da Editora Lorenz, onde consta memorável testemunho do nobre abolicionista Joaquim Nabuco: " No dia em que a Princesa Imperial se decidiu ao seu grande golpe de humanidade, sabia tudo o que arriscava. A raça que ia libertar não tinha para lhe dar senão o seu sangue, e ela não o queria nunca para cimentar o trono de seu filho. A classe proprietária ameaçava passar-se toda para a República, seu pai parecia estar moribundo em Milão, era provável a mudança de reino durante a crise , e ela não hesitou: uma voz interior disse-lhe que um grande dever tem que ser cumprido, ou um grande sacrifício que ser aceito. Se a Monarquia pudesse sobreviver à abolição, esta seria o apanágio. Se sucumbisse, seria o seu testamento..."

A Em 28 de setembro, o Papa Leão XIII lhe remeteu a comenda da Rosa de Ouro, como reconhecimento pela Abolição da Escravatura. Essa comenda pontifícia simboliza o reconhecimento do Papa a algum feito notável e que mereça o regozijo de toda a Igreja.

A Princesa Isabel foi a única personalidade brasileira a receber a Rosa de Ouro.

(Visite: http://monarquiabrasileira.yolasite.com/

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

74% dos britânicos apóiam a monarquia. Entenda o porquê

Em uma pesquisa de opinião feita por um jornal britânico em 2009, mais de 70% dos que
opinaram manifestaram-se a favor da preservação da Monarquia. (http://www.megaessays.com/viewpaper/23749.html).
Segundo o link mencionado, uma das diversas razões era que “ dava aos britânicos orgulho
de seu próprio país” (em contraposição ao nosso “complexo de vira-lata” apontado por Laurentino Gomes como traço característico do povo brasileiro). A pesquisa gerou debates e reflexões, e o British Life and Culture” (project britain.com), no link

refez a pesquisa entre seus leitores, solicitando que estes acrescentassem os motivos para suas posições. Considero interessante porque lá o debate é totalmente atual, a monarquia existe e afeta a vida de todos os súditos.
Alguns dos que se manifestaram contra alegaram custos financeiros, mas a grande maioria se mostrou favorável, e vou listar abaixo os principais motivos, procurando fundir respostas de conteúdo
similar:

- a pesquisa apontou para 74% de apoio à Monarquia britânica; qual república tem tal nível de apoio, a despeito dos constantes ataques dos adversários?

- a monarquia não é perda de tempo. Mesmo com seu poder diluído, ela nos serve de salvaguarda
contra os políticos carreirista. Reis e rainhas existem por uma razão: para nos proteger no longo prazo.

- a monarquia nos dá cultura. É parte de nossa História. Sem ela, como a nossa identidade britânica nos diferenciaria de outros povos?

- a monarquia é mais barata do que os MP’s (membros do parlamento). Com a república, aumentaria o número de MP’s e, consequentemente, os impostos que recaem sobre o povo. Pertenço à classe operária e não tenho vergonha de dizer ”Vida longa à monarquia”!

- Não se pode esquecer que somos a mais (ou quase) antiga democracia do mundo e que nosso sistema sempre funcionou muito bem.

- como americano, considero que a monarquia oferece estabilidade, a despeito das mudanças que ocorrem no Parlamento.

- se vocês abolirem a monarquia, arrepender-se-ão: aumentará a disparidade entre os ricos e
pobres. Nós aqui nos EUA nem temos um sistema de saúde pública decente. Vocês podem pedir contas a um monarca que se mantém no poder a longo prazo. Aqui, ninguém conseguiu controlar nosso presidente anterior, ganancioso por riqueza e petróleo.

- a monarquia nos dá identidade nacional. Temos séculos de História que o mundo inveja. Acredito que a monarquia possa até sofrer mudanças no futuro, mas espero que se mantenha.

- A Grã-Bretanha foi o único país que se manteve sozinho contra o Nazismo e o Comunismo em dado momento da 2ª Guerra. Muitas pessoas não vêem sentido em acabar com a Monarquia, especialmente no momento atual, em que os políticos profissionais eleitos são o grupo em que o povo menos confia.

- Aqui nos EUA os presidentes desperdiçam o que bem querem, e não dão satisfação a ninguém. Além do que, um presidente nunca representa a nação, apenas o grupo que o elegeu.

- Pago com prazer 64 pence (menos de 1 libra) para ter uma Monarquia. Ela nos dá cultura, tradição e identidade. Nossa monarquia é a mais antiga a sobreviver no mundo. Qualquer cínico pode ver que ela nos dá muito mais do que tira.

Os motivos que mais se repetiram: não custa mais caro que qualquer república, dá sentido de identidade e orgulho nacional, serve como salvaguarda contra a oscilação das lutas políticas. Surpreendente também a participação de americanos aconselhando os ingleses a não abolirem a Monarquia.

Blog do http://monarquiabrasileira.yolasite.com/