quinta-feira, 30 de setembro de 2010

"PRINCESA ISABEL: MIL TRONOS EU TIVESSE, MIL TRONOS EU DARIA PARA LIBERTAR OS ESCRAVOS DO BRASIL"

isabel

A Princesa Isabel uniu-se aos partidários da abolição da escravidão. Apoiou muitos abolicionistas mesmo os aliados ao incipiente movimento republicano. Financiava a alforria de ex-escravos com seu próprio dinheiro e apoiava a comunidade do Quilombo do Leblon, que cultivava camélias brancas, símbolo do abolicionismo. Chegava mesmo a receber fugitivos em sua residência em Petrópolis.

"A Princesa Isabel também protegia fugitivos em Petrópolis. Temos sobre isso o testemunho insuspeito do grande abolicionista André Rebouças, que tudo registrava em sua caderneta implacável. Só assim podemos saber hoje, com dados precisos, que no dia 4 de maio de 1888, “almoçaram no Palácio Imperial 14 africanos fugidos das fazendas circunvizinhas de Petrópolis”. E mais: todo o esquema de promoção de fugas e alojamento de escravos foi montado pela própria Princesa Isabel. André Rebouças sabia de tudo porque estava comprometido com o esquema. O proprietário do Hotel Bragança, onde André Rebouças se hospedava, também estava comprometido até o pescoço, chegando a esconder 30 fugitivos em sua fazenda, nos arredores da cidade. O advogado Marcos Fioravanti era outro envolvido, sendo uma espécie de coordenador geral das fugas. Não faltava ao esquema nem mesmo o apoio de importantes damas da corte, como Madame Avelar e Cecília, condessa da Estrela, companheiras fiéis de Isabel e também abolicionistas da gema. Às vésperas da Abolição final, conforme anotou Rebouças, já subiam a mais de mil os fugitivos “acolhidos” e “hospedados” sob os auspícios de Dona Isabel.”

"Isabel Cristina comemorou seu aniversário de 39 anos, em 1885, com uma solenidade no Paço Municipal da capital, o Rio de Janeiro. Sentada, tendo a seu lado o marido, foi a estrela da cerimônia em que diversos escravos foram alforriados. Conforme os nomes dos beneficiados eram anunciados pelo vice-presidente da Câmara, João Florentino Meira de Vasconcellos, eles seguiam para receber seus certificados de libertação das mãos de Isabel. Cada ex-escravo curvava-se e, em sinal de respeito e gratidão, dava um beijo na mão da aniversariante. A relação de afeto entre a mulher e os negros começava a ser demonstrada publicamente.”

Poderosos, esses escravocratas infundiram na opinião pública, através do Parlamento e da imprensa, a idéia de que a abolição da escravidão seria a bancarrota econômica do império, e os juristas dos escravocratas criaram a tese jurídica de que o escravo era "propriedade" do senhor de engenho e, portanto, estavam sob amparo da Constituição, que garantia o "direito de propriedade". Eram tensas as relações entre a Regente e o Gabinete ministerial conservador. Aproveitando-se da oportunidade oferecida por um incidente de rua, Isabel demitiu o ministério e nomeou o conselheiro João Alfredo, demonstrando determinação política.. Na Fala do Trono, de 1888, Isabel dissera com o coração jubiloso: "confio em que não hesitarei de apagar do direito pátrio a única exceção que nele figura..." O Conde D"Eu, marido de Isabel, ainda lhe advertiu: "não assine, Isabel, pode ser o fim da Monarquia." Mas a Princesa estava determinada e respondeu prontamente ao marido: "É agora, ou nunca!"  Em13 de maio de 1888, aconteceram as últimas votações de um projeto de abolição total. Certa da vitória, a regente assinou a Lei Áurea, com uma pena de ouro especialmente confeccionada para a ocasião, recebendo a aclamação do povo do Rio de Janeiro. O Jornal da Tarde, de 15 de maio de 1888, noticiou que "o povo que se aglomerava em frente do Paço, ao saber que já estava sancionada a grande Lei, chamou Sua Alteza, que aparecendo à janela, foi saudada por estrepitosos vivas."  O jornalista mulato José do Patrocínio, aliado da Coroa, invadiu o recinto sem que ninguém conseguisse detê-lo e atirou-se aos pés da Princesa em prantos de gratidão. Isabel dava provas, de que seu reino era, sim, deste mundo, contrariando a ironia do conselheiro Saraiva que afirmara justamente o contrário, zombando do sentimento profundamente cristão de Isabel . A história há de fazer sempre justiça à "Princesa Redentora", título que lhe atribuiu José do Patrocínio, pois ela demonstrou no processo abolicionista firmeza, coragem e, sobretudo, nobre desapego ao cargo, o qual - lhe preveniram - haveria de ser dela tomado pela reação inevitável dos altos e egoísticos interesses escravocratas contrariados, tudo conforme relata o livro Dom Pedro II e a Princesa Isabel, da Editora Lorenz, onde consta memorável testemunho do nobre abolicionista Joaquim Nabuco: " No dia em que a Princesa Imperial se decidiu ao seu grande golpe de humanidade, sabia tudo o que arriscava. A raça que ia libertar não tinha para lhe dar senão o seu sangue, e ela não o queria nunca para cimentar o trono de seu filho. A classe proprietária ameaçava passar-se toda para a República, seu pai parecia estar moribundo em Milão, era provável a mudança de reino durante a crise , e ela não hesitou: uma voz interior disse-lhe que um grande dever tem que ser cumprido, ou um grande sacrifício que ser aceito. Se a Monarquia pudesse sobreviver à abolição, esta seria o apanágio. Se sucumbisse, seria o seu testamento..."

A Em 28 de setembro, o Papa Leão XIII lhe remeteu a comenda da Rosa de Ouro, como reconhecimento pela Abolição da Escravatura. Essa comenda pontifícia simboliza o reconhecimento do Papa a algum feito notável e que mereça o regozijo de toda a Igreja.

A Princesa Isabel foi a única personalidade brasileira a receber a Rosa de Ouro.

(Visite: http://monarquiabrasileira.yolasite.com/

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

74% dos britânicos apóiam a monarquia. Entenda o porquê

Em uma pesquisa de opinião feita por um jornal britânico em 2009, mais de 70% dos que
opinaram manifestaram-se a favor da preservação da Monarquia. (http://www.megaessays.com/viewpaper/23749.html).
Segundo o link mencionado, uma das diversas razões era que “ dava aos britânicos orgulho
de seu próprio país” (em contraposição ao nosso “complexo de vira-lata” apontado por Laurentino Gomes como traço característico do povo brasileiro). A pesquisa gerou debates e reflexões, e o British Life and Culture” (project britain.com), no link

refez a pesquisa entre seus leitores, solicitando que estes acrescentassem os motivos para suas posições. Considero interessante porque lá o debate é totalmente atual, a monarquia existe e afeta a vida de todos os súditos.
Alguns dos que se manifestaram contra alegaram custos financeiros, mas a grande maioria se mostrou favorável, e vou listar abaixo os principais motivos, procurando fundir respostas de conteúdo
similar:

- a pesquisa apontou para 74% de apoio à Monarquia britânica; qual república tem tal nível de apoio, a despeito dos constantes ataques dos adversários?

- a monarquia não é perda de tempo. Mesmo com seu poder diluído, ela nos serve de salvaguarda
contra os políticos carreirista. Reis e rainhas existem por uma razão: para nos proteger no longo prazo.

- a monarquia nos dá cultura. É parte de nossa História. Sem ela, como a nossa identidade britânica nos diferenciaria de outros povos?

- a monarquia é mais barata do que os MP’s (membros do parlamento). Com a república, aumentaria o número de MP’s e, consequentemente, os impostos que recaem sobre o povo. Pertenço à classe operária e não tenho vergonha de dizer ”Vida longa à monarquia”!

- Não se pode esquecer que somos a mais (ou quase) antiga democracia do mundo e que nosso sistema sempre funcionou muito bem.

- como americano, considero que a monarquia oferece estabilidade, a despeito das mudanças que ocorrem no Parlamento.

- se vocês abolirem a monarquia, arrepender-se-ão: aumentará a disparidade entre os ricos e
pobres. Nós aqui nos EUA nem temos um sistema de saúde pública decente. Vocês podem pedir contas a um monarca que se mantém no poder a longo prazo. Aqui, ninguém conseguiu controlar nosso presidente anterior, ganancioso por riqueza e petróleo.

- a monarquia nos dá identidade nacional. Temos séculos de História que o mundo inveja. Acredito que a monarquia possa até sofrer mudanças no futuro, mas espero que se mantenha.

- A Grã-Bretanha foi o único país que se manteve sozinho contra o Nazismo e o Comunismo em dado momento da 2ª Guerra. Muitas pessoas não vêem sentido em acabar com a Monarquia, especialmente no momento atual, em que os políticos profissionais eleitos são o grupo em que o povo menos confia.

- Aqui nos EUA os presidentes desperdiçam o que bem querem, e não dão satisfação a ninguém. Além do que, um presidente nunca representa a nação, apenas o grupo que o elegeu.

- Pago com prazer 64 pence (menos de 1 libra) para ter uma Monarquia. Ela nos dá cultura, tradição e identidade. Nossa monarquia é a mais antiga a sobreviver no mundo. Qualquer cínico pode ver que ela nos dá muito mais do que tira.

Os motivos que mais se repetiram: não custa mais caro que qualquer república, dá sentido de identidade e orgulho nacional, serve como salvaguarda contra a oscilação das lutas políticas. Surpreendente também a participação de americanos aconselhando os ingleses a não abolirem a Monarquia.

Blog do http://monarquiabrasileira.yolasite.com/

terça-feira, 21 de setembro de 2010

"1822" de Laurentino Gomes dobra tiragem inicial de 100 para 200 mil exemplares

Lançado com a tiragem inicial de 100 mil exemplares, muito acima dos padrões brasileiros, o livro 1822, do jornalista Laurentino Gomes, já vai dobrar sua impressão na sua primeira semana. Com todos os exemplares tendo saído já vendidos diretamente para redes de livrarias, a Editora Nova Fronteira decidiu nesta quarta-feira fazer mais 100 mil exemplares.

Laurentino Gomes mostra exemplar de 1822

Laurentino Gomes fez na noite desta quinta-feira o lançamento do livro no Rio, na Casa de Rui Barbosa, em Botafogo, com noite de autógrafos para cerca de 200 convidados.

“É incrível. O 1808 levou quatro meses para vender 200 mil, e agora vendemos 100 mil em três dias do 1822. Meu punho está pagando um preço alto por isso... Foram 350 livros autografados em Santos, 500 em São Paulo e 150 no Rio. Mas é uma delícia. É um fenômeno muito forte, a gente achava que o livro ia pegar, mas está sendo uma surpresa, acima do que esperávamos”, disse Laurentino, ao iG.

Autor repete gesto feito 900 vezes em três dias

A expectativa da editora é vender 300 mil livros até o fim do ano, explicou o diretor-executivo da Ediouro Livros, Alexandre Mathias. O trabalho anterior de Laurentino, 1808, já vendeu 600 mil volumes. Laurentino é ainda mais otimista, e acha que bate os 200 mil em apenas uma semana.

O diretor comercial do grupo Ediouro, Cláudio Marques, afirmou que a primeira reimpressão já estará disponível na próxima quarta-feira.

“Como exemplo, um best-seller normal vende 150 exemplares na chegada, em média. O 1822 vendeu 300 no fim de semana de feriado em uma loja de uma grande rede. A Saraiva vendeu 2 mil; no Rio, a Livraria da Travessa recebeu 600, quarta recebeu mais 600 e hoje pediu mais 800”, conta Cláudio.

Em 22 de setembro, Laurentino e sua equipe lançam o livro em Portugal, no Porto, e dois dias depois, em Lisboa, no dia da morte de D. Pedro I. Lá, o livro anterior, “1808”, vendeu 50 mil exemplares.

"A história é escrita pelos vencedores, e como a República foi um golpe precisava desconstruir os símbolos anteriores, da monarquia, daí muitas visões caricatas da família real. Pedro I fez a independência; Pedro II, homem simples e honesto, era adorado pelas classes populares; e Princesa Isabel fez a Lei Áurea. Nada como o tempo para a poeira assentar.

”.

1822, de Laurentino Gomes, dobra tiragem inicial para 200 mil exemplares

(Fonte: IG - ÚLTIMO SEGUNDO)

http://ultimosegundo.ig.com.br/1822/1822+de+laurentino+gomes+dobra+tiragem+inicial+para+200+mil+exemplares/n1237772658559.html

sábado, 18 de setembro de 2010

Brasil republicano desqualifica seu passado monárquico









Em entrevista a Pedro Paulo Sanches, (IG – Último Segundo - especial) Laurentino Gomes elucida vários pontos sobre a memória histórica brasileira, entre eles: os brasileiros acham que D. Pedro I, depois de abdicar do trono evaporou no ar. Não: ele voltou para Portugal para enfrentar o irmão numa guerra e venceu, tendo tudo contra: 7 mil soldados, enquanto o irmão tinha 80 mil. Revelou-se um general brilhante, que passava as noites nas trincheiras ao lado dos soldados. Morreu em seguida, porque a guerra contra o irmão destruiu a sua saúde. Passou para a história de uma forma meio pejorativa, como se fosse apenas boêmio e autoritário. Em parte era, mas foi também um grande transformador do Brasil e de Portugal. Outorgou ao Brasil em 1824 uma das Constituições mais liberais do mundo na época.

Mas existe um esforço de desqualificação da história. E não é recente: o livro de Paulo Setúbal,As Maluquices do Imperador” (de 1927), já tinha esse viés de desqualificar o passado. Dom Pedro tinha defeitos, como todos os seres humanos, mas é um príncipe que fez nossa Independência aos 23 anos, governou o Brasil em meio a uma crise pavorosa, e depois voltou a Portugal e recuperou o trono que o irmão tinha usurpado.

Mas houve uma ruptura fortíssima no processo político, que é a Proclamação da República. Isso só aconteceu no Brasil. Nos outros países da América, os “pais da pátria” são os mesmos, fizeram a independência e criaram a república. No Brasil, não. Durante 77 anos houve uma monarquia que celebrava seus heróis, e aí vem uma república que rompe com esse modelo. Ela precisa se legitimar, então o que faz? Desqualifica o período anterior. Todos os heróis da monarquia são desqualificados de propósito pela república. Dom João VI vira um bobalhão comedor de franguinhos, Dom Pedro é um sujeito devasso. E aí começa outra construção mitológica, republicana. Acham um sujeito chamado Tiradentes, que passa mais de 100 anos incógnito na história do Brasil, porque tinha sido executado pela monarquia. É uma construção muito bem-sucedida, apela ao imaginário religioso do povo, associando Tiradentes a Jesus Cristo.

É preciso entender as condições adversas enfrentadas por Dom João VI quando chega e cria o Estado brasileiro: havia apenas uma pequena elite ilustrada, e uma grande “geleia geral” constituída por escravos, analfabetos, pobres, mestiços, índios, mulatos, gente completamente despreparada e à margem de qualquer oportunidade.

Mas esse espírito de “viralatismo” do Brasil de hoje se projeta na história também: nossos heróis são “vira-latas”, nossa origem portuguesa é “vira-lata”. É como se a colonização portuguesa fosse pior que a média das outras colonizações, o que é tolice, porque colonização é colonização em qualquer lugar do mundo. Há no passado grandes virtudes, por isso a chamada de capa do1822” é: “como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram Dom Pedro I a criar o Brasil, um país que tinha tudo para dar errado”. Aí você vira para a contracapa: “…e no entanto deu certo”. O país podia ter se inviabilizado na independência, a chance de dar errado era muito maior do que de dar certo.

Não dá para dizer que a culpa da corrupção é de Portugal, é só o que faltava, estamos conduzindo este país há 200 anos e vamos dizer que o culpado é português? Também não é verdade que a origem colonial defina de modo automático o sucesso ou o fracasso de um país. A África do Sul foi colonizada por ingleses e holandeses e deu no país mais racista do mundo. O Haiti, colonizado por franceses, é hoje o país mais pobre do mundo. Congo, colonizado por belgas, está mergulhado em guerra civil, mesma coisa da Etiópia e da Somália, que foram colonizadas por italianos. É essa síndrome do “viralatismo” que faz com que Portugal “pague o pato”.

(fonte: IG – Último Segundo)

(Trecho resumido - artigo na íntegra no link abaixo)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Visita de Joachim e Marie da Dinamarca ao Brasil

Recebi a Notícia de Bruno Cerqueira, gestor do www.idisabel.org.br http://www.idisabel.org.br

Suas Altezas Reais estiveram em serviço religioso luterano na Igreja
Escandinava e em evento social no clube Scandinavium, em São Paulo, no
ultimo Domingo. Agora estão no Rio de Janeiro.

Foram convidados de honra da recepção paulistana ao casal o Príncipe e a
Princesa Dom Gabriel de Orleans-e-Bragança e a Presidente do IDII, Senhora
Laila Vils.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O Capão da Traição - Episódio Histórico do Brasil Colônia



Recebi de Sebastião Fabiano Pinto Marques, poeta e escritor membro da Academia de Letras de São João del-Rei, MG, e administrador do site monarquista, http://www.matutando.com/ a notícia abaixo, que me pediu para divulgar:

“Foi encontrado em São João del-Rei, MG o local exato onde foram enterradas as vítimas do Capão da Traição, episódio sanguinário mais marcante da guerra dos Emboabas durante o período do Brasil Colonial. O descobridor, o cineasta Humberto Campos, precisa do trabalho voluntário de um arqueólogo para oficializar a descoberta. Se houver alguém que conheça um arqueólogo que preste a ajuda, seria muito útil ao movimento monárquico, tendo em vista que o fato virará minissérie. Além disso, o nome do arqueólogo vai entrar para os anais da história do Brasil Colonial. Acreditem se quiserem, o governo brasileiro não tem interesse na descoberta. Eu vejo isso como oportunidade para divulgar nosso movimento.”

Sobre o conflito citado na mensagem que recebi do Sr. Sebastião, o livro “Cultura e Opulência do Brasil por suas Drogas e Minas”, editado em 1711, do padre João Antônio Andreoni, relata: "A sede do ouro estimulou tantos a se meterem pelos ásperos caminhos das minas, que o afluxo de forasteiros desagradou aos paulistas, que se referiam a eles pejorativamente como “emboabas”. Descobridores das minas e donos da capitania, os paulistas reivindicaram o direito exclusivo de explorá-las. Entre 1708 e 1709, ocorreram vários conflitos, mas um dos mais importantes foi o massacre no chamado “Capão da Traição”, (próximo à atual São João del-Rei). Ali havia um grupo de emboabas em grande vantagem, chefiado por Bento do Amaral Coutinho, que prometeu aos paulistas lhes poupar a vida, caso se rendessem. Mas, quando estes se entregaram, foram impiedosamente massacrados. Derrotados, partiram em busca de novas jazidas e, em 1718, encontraram ricos campos auríferos em Mato Grosso.” Principais conseqüências da guerra: Criação de normas que regulamentam a distribuição de lavras entre emboabas e paulistas e a cobrança do quinto.
- Criação da capitania de São Paulo e das Minas de Ouro, ligada
diretamente à Coroa, independente portanto do governo do Rio de Janeiro
- Elevação da vila de São Paulo à categoria de cidade
- Pacificação da região das minas, com o estabelecimento do controle administrativo da metrópole. (trecho resumido).

Além de tratar-se de um importante momento da História do Brasil Colônia, percebe-se no relato do cronista, como resultado, uma positiva função regulatória e pacificadora em meio ao caos que caracterizou a corrida do ouro no período.

sábado, 11 de setembro de 2010

Querem acabar com o Jardim Botânico! Proteste!

A data é de até 7/9/10, mas entrei hoje, 11/9 e votei sem problemas! Independente da votação, devemos protestar contra a proposta absurda dos vereadores do Rio. Mesmo aqueles que não moram no Rio de Janeiro, podem e devem protestar! O Jardim Botânico não é um patrimônio exclusivo desta cidade!

A divulgação dos nomes destes vereadores é imprescindível para entupirmos a Câmara e Vereadores e o gabinete do Prefeito Eduardo Paes, com mensagens contra o loteamento e consequente fim do Jardim Botânico.

Acesse e divulgue:

http://www.amajb.org.br/2010/08/a-amajb-esta-recolhendo-assinaturas-contra-o-projeto-de-lei-161-2009-13-374-assinaturas-ate-1608/

Este projeto, que está para ser votado na Câmara de Vereadores, declara como Área de Especial Interesse Social (AEIS), para fins de urbanização e regularização, 19 núcleos (com 589 casas) e aproximadamente 3.000 habitantes instalados em terreno da União administrado pelo Jardim Botânico, no Horto.

CLIQUE AQUI E ASSINE ABAIXO

http://www.amajb.org.br/abaixo-assinado/

“Invasão ou não, a ocupação é ilícita, contra a lei. O estado de necessidade (moradia) de indivíduos que estão lá pode ser suprida de outras formas, e não justifica que se diga para todos os demais, também donos daquele espaço público, que eles perderão o seu direito coletivo para aqueles que ousaram descumprir a lei, ainda que justificado por um eventual estado de necessidade! E pior; que estes passaram a ter, pela ousadia do ilícito, a conquista de um direito individual de propriedade!”

Retirado do blog da Sra. Sonia Rabello – Professora Titular de Direito Administrativo e Urbanístico da UERJ e 1ª Suplente do Partido Verde na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Se o projeto for aprovado, corremos alguns riscos:

- A comunidade receberá títulos de posse destas terras e, em cinco anos, serão proprietários. Teremos, portanto, quase 600 propriedades espalhadas pelo parque do Jardim Botânico.

- A criação da AEIS prevê a urbanização, construção de conjuntos habitacionais para quem mora em área de risco, abertura e pavimentação de ruas, criação de creches, áreas de lazer e centros comunitários dentro do parque Jardim Botânico, tombado pelo IPHAN! Projeto semelhante, criando uma AEIS, foi aprovado no Parque da Cidade algum tempo atrás. Em menos de 10 anos essa Área de Especial Interesse Social se tornou uma grande favela dentro do parque.

AMA JB é contrária ao projeto porque:

- O Jardim Botânico do Rio de Janeiro é uma Área de Preservação Permanente (APP) e é considerado pela UNESCO como reserva da biosfera, além de ser área tombada pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), incluindo-se ai o Horto Floresta

-De acordo com as regras de APP, nenhuma residência poderia ser construída a menos de 30 metros do Rio dos Macacos. No entanto muitas famílias construíram casas próximas ao rio, colocando suas vidas em risco em grandes chuvas.

- A regularização fundiária em áreas de preservação permanente somente é possível em caso de interesse social, caracterizado pela ocupação predominante de população de baixa renda. De acordo com a lei nº 8.742/93, família de baixa renda é aquela que aufere rendimento per capita de até ¼ do salário mínimo. O censo realizado em 2005 mostra que nenhuma família da comunidade do Horto se enquadra nesta categoria. Muitas têm renda superior a 10 salários. E algumas recebem mensalmente mais de 20 salários.

- Trata-se de terras da União, portanto a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro não poderia votar esse projeto.

SE VOCÊ É CONTRA ESTE ABSURDO, ASSINE REGISTRE SEU PROTESTO NO ABAIXO-ASSINADO!

SOLICITAMOS QUE ENVIE ESSE E-MAIL PARA TODOS OS SEUS CONTATOS

Fidel diz que autocrítica foi "mal-entendido", mas Raul faz abertura gradual

Fidel Castro disse a um jornalista norte-americano em visita a Cuba que o modelo econômico comunista do país não funciona, um raro comentário sobre assuntos domésticos de um homem que visivelmente tem evitado falar sobre questões internas desde que deixou a presidência do país, quatro anos atrás.Jeffrey Goldberg, correspondente da revista The Atlantic, perguntou se ainda valia a pena exportar o sistema econômico de Cuba para outros países, e Castro respondeu: "O modelo cubano já não funciona mais para nós", escreveu Goldberg, hoje, em seu blog.

Ele disse que Castro fez o comentário casualmente, durante um almoço, após uma longa conversa sobre o Oriente Médio, e não forneceu maiores detalhes. O governo cubano não comentou a declaração do jornalista.O fato de que as coisas não estejam funcionando com eficiência na ilha do Caribe não é novidade. O irmão de Fidel, Raul, atual presidente do país, disse a mesma coisa várias vezes. Mas a ríspida avaliação do pai da revolução cubana de 1959 causa surpresa.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

FELIZ ANIVERSÁRIO A S.A.I.R.PRINCESA SRA. DONA. MARIA, IMPERATRIZ-MÃE

A PRINCESA COMPLETA HOJE, 9 DE SETEMBRO, 96 ANOS.

Fidel Castro diz que modelo cubano não funciona mais

Fidel Castro disse a um jornalista norte-americano em visita a Cuba que o modelo econômico comunista do país não funciona, um raro comentário sobre assuntos domésticos de um homem que visivelmente tem evitado falar sobre questões internas desde que deixou a presidência do país, quatro anos atrás.Jeffrey Goldberg, correspondente da revista The Atlantic, perguntou se ainda valia a pena exportar o sistema econômico de Cuba para outros países, e Castro respondeu: "O modelo cubano já não funciona mais para nós", escreveu Goldberg, hoje, em seu blog.Ele disse que Castro fez o comentário casualmente, durante um almoço, após uma longa conversa sobre o Oriente Médio, e não forneceu maiores detalhes. O governo cubano não comentou a declaração do jornalista.O fato de que as coisas não estejam funcionando com eficiência na ilha do Caribe não é novidade. O irmão de Fidel, Raul, atual presidente do país, disse a mesma coisa várias vezes. Mas a ríspida avaliação do pai da revolução cubana de 1959 causa surpresa.

S.A.I.R, o Príncipe D. Luiz fala sobre nossa independência

Rio tem parada militar no Centro da cidade

O Rio de Janeiro era a capital do vice-reino no Brasil quando foi proclamada a Independência. E nesta terça-feira (7) foi comemorado o Dia da Independência com desfiles na terra e no mar.
A parada militar aconteceu no Centro do Rio. Muita gente foi assistir ao desfile na Avenida Presidente Vargas. O público nunca esteve tão perto do desfile, com as arquibancadas instaladas bem próximas ao local do desfile.
Participaram da parada 5 mil pessoas e 150 carros, 250 cavaleiros. Estavam representantes da Marinha, do Exército, da Força Aérea, da Polícia Militar, dos Bombeiros, da Polícia Rodoviária Federal, Guarda Municipal, ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira e ainda escolas, entidades civis e clubes.O fogo simbólico da pátria foi conduzido pelos atletas Vicente Lenínson e Fernanda Keller.

A Marinha realizou um desfile pela orla carioca. Dez embarcações saíram da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. São navios, fragatas e um submarino. O desfile termina na Baía de Guanabara.

Aprovada restauração do Museu do 1º Reinado/Sarau de Modinhas Imperiais

Aprovado o projeto de restauração, começa em outubro a captação de verbas para a restauração do Museu do 1º Reinado/Solar da Marquesa, onde o dia da Independência foi celebrado com um sarau de MODINHAS IMPERIAIS, com a cantora Anne Duque Estrada. Foram 16 modinhas que representam a compilação completa feita por Mário de Andrade, segundo ele, “milionário bouquet de rosas que enfeitou a nossa festa imperial”, sugerindo que merecem um renascimento “pelo que têm de bonito, de curioso e brasileiro...Desejo de todo coração que o álbum seja acolhido e cantado e cantado...pelos imperiais suspiros aqui salvos de solidão. Estes valem; esquecê-los me pareceria injustiça.” Os versos são geralmente anônimos, mas no 2º Reinado grandes poetas tiveram sua poesia colocada em melodia pelos modinheiros. No Brasil, a modinha se ajeitava à melodia européia e se nacionalizava nela e apesar dela. Ao final do sarau, o público pediu bis e acompanhou em coro a cantora na célebre modinha de Carlos Gomes “Quem Sabe”.