domingo, 31 de outubro de 2010

O que o Oráculo de Apolo diria aos republicanos em 15 de novembro de 1889?

A Revista Veja fez uma edição simulada do dia 20 de novembro de 1888, coligindo três artigos publicados 5 dias após a queda da Monarquia. Excelente idéia! Eram testemunhas oculares da História contando-a no exato momento em que ela acontecia. Interessante ver como se misturam idéias legítimas e (pré)-conceitos absurdos. A grande tragédia do ser humano é não saber distinguir o absurdo do legítimo no calor da hora, quando tudo acontece no momento presente. São necessárias décadas de distanciamento para descobrir a “verdade verdadeira”, e aí geralmente já é tarde demais para consertar os sonhos “mal sonhados”, para descobrir que antes éramos mais felizes e não sabíamos.
Os antigos gregos tinham consciência da deficiência da razão humana e, quando o assunto era futuro, procuravam os conselhos de Apolo no Oráculo de Delfos. Criaram a 1ª democracia do mundo e o milagre da cultura grega, estudada e admirada até hoje. Depois do Iluminismo passamos a fazer uso apenas da Razão, instrumento fascinante, mas infelizmente limitado, como Pascal já advertira a Descartes, mas ninguém deu bola.
Tentei extrair o mais relevante dos três artigos publicados em 20 de outubro de 1889. Darei ao final o link para a íntegra dos três, para quem tiver interesse.
“O Brasil acordou monarquista na sexta-feira passada e foi dormir republicano. Jamais houve na História do país uma ruptura política tão inesperada. Na véspera, ninguém poderia prever que o reinado viria abaixo... D. Pedro lI, detido no palácio imperial do Rio de Janeiro, escrevia a carta em que acatava a ordem de exilar-se: "Cedendo ao império das circunstâncias, resolvo partir com toda a minha família para a Europa amanhã"...Por mais que alguns republicanos agora queiram provar que a monarquia caía de podre, que a República era um anseio popular e que o movimento pela sua proclamação estava organizado até os íntimos detalhes, os fatos foram bem diferentes. O imperador e a princesa Isabel eram respeitados e admirados pela gente humilde, que no ano passado deixou de ser escrava. O Partido Republicano conseguiu eleger apenas dois deputados nas eleições de agosto, e, nas ruas, as simpatias que conseguia angariar eram episódicas e pouco eficazes. Quanto à organização das forças que derrubaram de supetão a monarquia na sexta-feira passada, elas lembravam mais uma geringonça andando aos solavancos que um trem bem azeitado. O dia 15 foi repleto de lances de confusão, de líderes que deram shows de hesitação (a começar por Deodoro), de liderados que acreditaram em boatos e saíram de quartéis pensando que estavam apenas derrubando o ministério. É quase um milagre que a República tenha sido proclamada na sexta-feira passada.
E, no entanto, o Brasil não só acordou imperial e dormiu republicano como, pelo menos até agora, não há indícios em qualquer canto do país de movimentos significativos de restauração monárquica. Caiu o Império praticamente sem sangue... Caiu porque, ao longo dos últimos anos, a monarquia se embaralhou ao jogar com três problemas que de chofre lhe desabaram sobre a cabeça na sexta-feira, fazendo com que a coroa rolasse pelo chão. Os problemas que enredaram o Império foram: 1) Abolição da Escravatura, 2)o centralismo econômico-administrativo e 3)a indisciplina militar. As duas leis anteriores (Ventre Livre, Sexagenário) tinham embutidos mecanismos de indenização aos proprietários de escravos. Com a Lei Áurea, a princesa Isabel radicalizou. Ela expropriou os donos de escravos, que se viram privados de suas propriedades sem receber nada em troca. Essa violência contra escravocratas (sic!) não ocorreu em país nenhum do mundo. Ou melhor, a libertação de escravos sem indenização só aconteceu nos Estados Unidos, mas numa situação particular: os Estados do norte decretaram a abolição em 1863 para atacar os escravocratas do sul do país, no quadro da guerra civil iniciada dois anos antes.
O Império não deu a indenização aos senhores de escravos por motivos econômicos. "O Brasil não é bastante rico para apagar o seu crime", explicou o abolicionista e monarquista Joaquim Nabuco. Ou seja, o Império não tinha dinheiro em caixa para pagar as indenizações aos mais de 200.000 donos dos 700.000 escravos libertados no ano passado. Com isso, a monarquia perdeu sua base de apoio mais sólida, a dos fazendeiros, que se sentiram roubados.
(2) “O centralismo do Império deu bons resultados enquanto a Província do Rio de Janeiro foi o pólo mais dinâmico da economia nacional. Na medida em que a cafeicultura perdeu força no Rio, principalmente devido à exaustão dos solos, e começa a florescer no centro-oeste do país, inicia-se a grita federalista...".
(3)” A guerra do Paraguai fez com que surgisse, através de promoções rápidas e sucessivas, uma nova geração de altos oficiais... Fez, em suma, com que o Exército se tornasse mais corporativista, achando que, por ter ganhado a guerra, a nação lhe devia algo... Os oficiais começaram a protestar a respeito de tudo, a se imiscuir em assuntos que não lhes diziam respeito, a descumprir ordens do Ministério da Guerra e do governo.
“... Paradoxalmente, a princesa é benquista pela massa do povo brasileiro, principalmente por aqueles que no ano passado foram libertados da escravidão. Tanto é assim, que multidões enormes se reuniram para ovacioná-la no Rio de Janeiro nos dias que se seguiram ao 13 de maio do ano passado. Mas a política brasileira, tal como era feita no Império recém-destronado, não se fazia com o povo. Era assunto de elite, de bacharéis e barões - de gente com renda o suficiente para poder votar.”
O Brasil entra numa nova era, a da República, um regime que permite a ampliação da cidadania, a participação popular, a democracia. O governo provisório tem muitos ministros de talento, mas os problemas imediatos que terão de resolver são graves, são os mesmos que embaralharam o Império: o da indenização pela abolição, o da autonomia das províncias e o da anarquia militar...”
Parece evidente a busca por uma “CONJUNÇÃO DE FATORES”. Hoje, mais de 100 anos, vemos que o grande problema foi a realmente a Abolição. Centralismo X separatismo e indisciplina militar são problemas com que se depararam inúmeros países desde sempre. Mas no nosso caso, a mentalidade era tal que a Abolição foi citada como “VIOLÊNCIA CONTRA OS ESCRAVOCRATAS”, não só pela alforria em si, mas pela falta de indenização pecuniária. O Império lhes roubara uma “propriedade”. Não conseguiam distinguir o ser humano aviltado ao seu mais baixo grau, que era o escravo, do conceito de “PROPRIEDADE”, sem se lembrar de que deveria bastar o lucro incalculável que aqui auferiram de seu trabalho por 400 anos; mas não bastava. Nada basta a um ser humano que julga legítimo escravizar seu semelhante. A Princesa Isabel, resoluta, e nada ingênua disse: "Talvez seja devido a essa lei que estejamos indo para o estrangeiro, mas se as coisas fossem repostas, não hesitaria em assiná-la novamente", enquanto indicava a mesa na qual havia mandado gravar no mármore a data de 13 de maio de 1888...”
Imagine se ainda lhe dessem tempo para implementar a Lei de Indenização aos escravos...! Que absurdo! Indenizar o escravo e não o escravocrata! Talvez isso tivesse criado novos receios. A República não revogaria a Lei Áurea, que era fato consumado, mas a “radical” Princesa Isabel, única personalidade brasileira a receber a “Rosa de Ouro” do papa, poderia levaria seu apoio aos escravos recém-libertos só Deus sabe aonde!
O primeiro articulista terminou seu artigo em tom mais preocupado que os outros dois, claramente republicanos convictos, que finalizam os seus em tom bem mais jubiloso:
- "...Estamos em presença de um esboço rude, incompleto, completamente amorfo. Não é tudo, mas é muito". O Brasil apenas adentrou na era republicana, que pode trazer grandes benefícios para o país em matéria de desenvolvimento e liberdade. O que se fez na sexta-feira passada foi subir um degrau marcante para se entrar na grande era.”
- “... O império findou sem que ninguém o defendesse ou chorasse. Acabou porque era uma forma de governo anacrônica, exaurida, incapaz de oferecer perspectivas de melhorar ao país, ampliando os direitos dos cidadãos. Agora, é a hora da República - do regime que pode democratizar o Brasil.”
Interessante...: “a República pode trazer grandes benefícios para o país em matéria de ...liberdade”...”República – regime que pode democratizar o Brasil!”
Não consultavam oráculos, como os gregos. Usavam apenas a razão, que nada previu das décadas seguintes: os golpes, as revoltas populares, Floriano, o “Marechal de Ferro”, o Estado Novo e sua polícia secreta, as ditaduras militares com O DOI-CODI, a censura à imprensa, a luta armada e a tortura, todos os escândalos de corrupção. Os mais ferrenhos inimigos de D. Pedro II nunca lhe acusaram de ditador, torturador, ou corrupto. As críticas de então nos parecem hoje quase infantis: D. Pedro II prefere ler revistas científicas e escrever sonetos a dedicar-se aos assuntos de Estado. Ah, fossem apenas esses os defeitos de nossos governantes atuais...
O Brasil levaria quase nove décadas para retomar a normalidade e a estabilidade democrática, ainda assim em meio a uma gravíssima crise financeira, e menosprezado por estar entre os países com pior distribuição de renda do mundo e por sua “corrupção endêmica” (análise dos americanos creio eu)
Hoje, o povo, de tão desiludido, elegeu Tiririca. Se soubessem das pueris críticas republicanas de então, não entenderiam nada. Que tem demais o Imperador gostar de estudos científicos e poesia? Os antigos romanos, muito mais espertos, respeitaram o erudito Marco Aurélio, o Imperador-Filósofo, que faleceu durante uma expedição militar. Seus restos foram trazidos de volta a Roma e depositados num mausoléu. Por outro lado, acharam mais acertado assassinar os ditatoriais Nero e Calígula.
Quando os brasileiros resolveram, em ato de respeito e reverência, transladar restos mortais de D. Pedro II para Petrópolis em 1925, era tarde demais. A deusa Razão já substituíra um Império de 1º Mundo por uma Republiqueta de Terceiro.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

D. Pedro II, o mais culto dos líderes brasileiros

Dom Pedro II era um homem de contradições. Alçado ao cargo de imperador com apenas 6 anos de idade, após a abdicação de seu pai, dom Pedro I, em 1831, assumiu de fato o poder aos 15, tornando-se o mais jovem governante que nosso país já teve. Educado desde cedo para ser um monarca, identificava-se muito mais com os intelectuais, nutrindo verdadeira paixão pelas letras, ciências e por conhecer novas culturas e tecnologias. Sua curiosidade levou-o a longas excursões feitas pelo Brasil e para o Exterior, incluindo passagens pela Europa, Norte da África e até Oriente Médio. Agora, o conjunto de registros e diários dessas viagens do imperador brasileiro acaba de ser reconhecido como patrimônio da Memória do Mundo pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

“Trata-se da reafirmação da importância desses registros para a história da humanidade e do legado de dom Pedro II, que sempre acreditou no futuro do Brasil”, afirma Maurício Ferreira Júnior, diretor do Museu Imperial em Petrópolis, no Rio de Janeiro. Responsável pela inscrição dos documentos para a avaliação da Unesco, o museu guarda 870 itens doados em 1948 pelo príncipe dom Pedro Gastão de Orleans e Bragança, que incluem os 43 cadernos pessoais do imperador, itinerários das viagens, correspondências, controles de visitas, relatórios de despesas, jornais e 67 gravuras de paisagens, pessoas e animais feitas pelo próprio Pedro II. “Nosso objetivo agora é captar recursos para a digitalização desses materiais, para a montagem de uma exposição e posterior publicação dos diários do imperador incluindo todos os elementos, como cartas e recortes de jornais”, conta Ferreira Júnior.

Em mais de 5.500 páginas manuscritas, dom Pedro II registrou em minúcias quatro viagens realizadas pelo Brasil e três ao Exterior. “As excursões brasileiras foram motivadas por questões políticas e pagas pela Casa Imperial”, explica Miriam Dolhnikoff, professora do departamento de história da Universidade de São Paulo (USP). “Já as internacionais foram meramente turísticas, mas bancadas tanto pelas finanças públicas quanto pelo próprio imperador”, completa. Pedro II deixou o País pela primeira vez em 1871 rumo à Europa e ao Egito, após a morte de sua filha Leopoldina em Viena, na Áustria. A ausência de 11 meses do monarca causou mal-estar entre a elite brasileira da época. “Fazia menos de um ano que a Guerra do Paraguai havia terminado e o Parlamento estava em guerra em torno da Lei do Ventre Livre”, diz Miriam A lei acabou aprovada no mesmo ano pela Assembleia-Geral e sancionada pela princesa Isabel, que, aos 24 anos, assumia o governo durante a excursão de seu pai.
A segunda viagem de dom Pedro II começou nos Estados Unidos em 1876. Lá o monarca compareceu à comemoração dos 100 anos da independência americana e deslumbrou-se com os avanços tecnológicos daquele país. Nessa ocasião conheceu Thomas Edison e Graham Bell, que havia inventado o telefone, e teria testado a nova invenção. Admirado com a engenhoca, fez questão de que o Brasil fosse um dos primeiros países do mundo a possuir um telefone. Depois, seguiu rumo ao Canadá, à Europa, incluindo a Turquia, o Egito novamente, e por fim chegou à região do Oriente Médio, onde visitou Síria, Líbano e Palestina, incluindo Jerusalém. Ao todo o imperador permaneceu um ano e seis meses entre paradas e percursos feitos de navio, trem e carruagem.
A última escapada para a Europa, em 1888, teve como principal motivo a recuperação de sua saúde. Sofrendo de graves febres em decorrência da diabetes, Pedro II foi aconselhado por seus médicos a passar um ano e dois meses na Europa, entre Alemanha, Itália e França. Segundo a antropóloga Lilian Schwarcz, autora da biografia “As Barbas do Imperador”, os relatos do monarca dos trópicos mostravam sua vontade de registrar tudo o que via e uma sede inesgotável de conhecimento. “Mais do que ser recebido por czares e reis, Pedro II gostava de conversar com as pessoas comuns, visitar escolas, igrejas, hospitais, fábricas e até prisões”, diz Lilian. “Seus diários são um retrato do século XIX através dos olhos de nosso imperador itinerante.”

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A LUTA DA PRINCESA ISABEL PELA ABOLIÇÃO EM PPS



À ESQUERDA, A "ROSA DE OURO", COMENDA CONCEDIDA A ALGUÉM QUE TENHA REALIZADO UM ATO EXCEPCIONALMENTE NOTÁVEL E QUE TENHA TRAZIDO REGOZINHO E ALEGRIA À IGREJA. A PRINCESA ISABEL FOI A ÚNICA PERSONALIDADE BRASILEIRA A JAMAIS RECEBER A "ROSA DE OURO".

PARA VER O SLIDE MUSICAL ABAIXO



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5) AO TERMINAR, APERTE ESC PARA SAIR DA TELA CHEIA


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

D. Bertrand pede solidariedade ao Papa

O Príncipe Dom Bertrand está convocando para agir em defesa do Papa
Para isso, ele o convida a incluir seu nome no abaixo-assinado em
apoio a Sua Santidade o Papa Bento XVI, contra a onda de ataques
caluniosos e maldosos que têm ferido sua dignidade.
Este abaixo-assinado será enviado ao Vaticano, como expressão do apoio
dos brasileiros ao Santo Padre e à Santa Igreja, neste episódio
lamentável de perseguição à Fé católica.
Manifeste seu apoio, incluindo seu nome na página:
http://www.ipco.org.br/home/seu-apoio-a-igreja
Ao acessar o site, V. terá acesso à íntegra do documento redigido por nosso
Instituto.
Observação: Depois de incluir seu nome, faça o mesmo que Dom Bertrand
fez e indique pelo menos 5 amigos para fortalecer esta ação de
solidariedade ao Santo Padre:
http://www.ipco.org.br/home/passe-a-diante-sua-solidariedade-ao-papa

Assista os 6 vídeos que Dom Bertrand gravou sobre o PNDH3 e outras questões
polêmicas diante da Igreja.

Outros videos em http://www.youtube.com/user/Institutopco

fonte: (Jean Tamazato http://pulse.yahoo.com/_TBNOH2DTPFSYZ5KED65XGFCFBA )

((blog do http://monarquiabrasileira.yolasite.com/ )

Comunicado de S.A.I.R. D. Bertrand de Orleans e Bragança


São Paulo, 12 de outubro de 2010,
Festa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida,
Padroeira do Brasil.

Prezado Monarquista:

Nesta hora em que, no Brasil, estão em jogo os valores fundamentais de nossa civilização cristã, julgo ser da maior importância a ampla divulgação das corajosas palavras de alerta do Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Di Cillo Pagotto. Peço portanto aos nossos caros amigos que não apenas tomem conhecimento desse pronunciamento, mas também procurem difundi-lo junto a todas as pessoas de suas relações.
Estamos assistindo nesse momento histórico algo sem precedentes: o povo brasileiro ¾ independentemente dos partidos políticos, poderíamos até dizer, apesar dos partidos políticos ¾ despertando frente à mais grave ameaça que paira sobre o nosso futuro, mobiliza-se através da internet e outros meios a seu alcance na defesa de valores morais e religiosos que são a garantia irrenunciável da autêntica liberdade dos filhos de Deus em nossa Pátria.
A Divina Providência nos recompensará com superabundância por tudo que fizermos nesta decisiva hora pelo nosso grande, querido e tão sofrido Brasil.
Rogando a Nossa Senhora Aparecida ¾ cuja coroa de ouro cravejada de brilhantes que lhe orna a fronte foi doada pela Princesa Isabel ¾ que os abençoe a todos, com grande apreço subscreve-se

Dom Bertrand de Orleans e Bragança,
Príncipe Imperial do Brasil

O pronunciamento de Dom Aldo Pagotto:

fonte: http://www.matutando.com/2010/10/13/pronunciamento-de-dom-aldo-di-cillo-pagotto-arcebispo-metropolitano-da-paraiba-sobre-as-eleicoes-e-carta-de-dom-bertrand-principe-imperial-do-brasil/

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O povo esquece mesmo? Em 1930 Ribeirão Preto elege o nome de D. Pedro II para batizar seu grande teatro

Os 80 anos do Theatro Pedro II, uma das maiores referências culturais da cidade e do país, foram celebrados na noite de sexta-feira (8), em Ribeirão Preto. Além de autoridades políticas e militares, e de convidados, a Sala dos Espelhos recebeu a presença do conselheiro da Casa Imperial do Brasil e da fundação Pró-Monarquia, Ciro Moss Davino, representante do Príncipe Bertrand de Orleans e Bragança (trineto do Imperador Dom Pedro II), que não pode comparecer à solenidade por motivo de saúde.
Em seu discurso, Davino parabenizou a todos aqueles que, ao longo desses anos, contribuíram para a manutenção do prédio, um dos mais belos do país. “Manifesto uma enorme satisfação pelo cuidado que Ribeirão Preto tem com esse patrimônio. O agradecimento vai em nome da perseverança de todos que de uma forma ou de outra abraçaram o Theatro Pedro II", disse.
Segundo o presidente da Fundação Dom Pedro II, Josué de Lima Peixoto, o prédio foi batizado com o nome do imperador depois que uma pesquisa feita em 1930 apontou o nome do monarca como o preferido entre os ribeirãopretanos.
Para Davino, a homenagem é justa, já que Pedro II foi um grande incentivador da arte. “O povo gentilmente escolheu o nome do imperador para batizar a maior joia da cidade, um justo tributo ao homem que por 49 anos esteve à frente do Brasil. Dom Pedro II foi um grande mecenas e tutor das artes. Foi amigo de Victor Hugo, Thomas Edson, Charcot...e financiou estudos de vários artistas, entre eles o pintor Pedro Américo. Enfim, sua vida sempre esteve voltada ao campo das artes”, afirma.
A prefeita Dárcy Vera lembrou que o Theatro Pedro II é o cartão-postal de Ribeirão Preto, o maior símbolo da cidade. Ela disse ainda que o prédio imponente localizado no coração de Ribeirão mexe com a curiosidade das pessoas, tamanha a sua imponência.
(...)Diante de sua arquitetura, é difícil passar pelo prédio sem deixar de contemplá-lo por alguns instantes. “Passo por aqui todos os dias, e não deixo de olhar e admirar o prédio. Para mim é o lugar mais exuberante da cidade”, diz a empresária Sara Lima.
Mais à frente, um grupo de universitários faz fotos em frente ao prédio. “Somos de São Paulo e não há vir a Ribeirão e não conhecer o Pinguim, famoso pelo chope, e o Theatro Pedro II, pela sua importância cultural”, diz Luciano Cavalcanti, estudante de psicologia.
No banco da praça, o aposentado Júlio Casagrande, de 68 anos, contempla o prédio. “Venho aqui todos os dias e não me canso de fitar o "Pedrão". Sua presença nos dá uma sensação de força. É um orgulho para a cidade ter algo tão belo e de tamanha importância para o Brasil”, afirma. (síntese do artigo. Link para o original http://eptv.globo.com/lazerecultura/NOT,0,0,318913,Theatro+Pedro+II+celebra+80+anos+de+historia+em+Ribeirao+Preto.aspx


domingo, 10 de outubro de 2010

Memória Nacional - 183 anos do Museu do 1º Reinado

Por considerar importante a preservação de nossa memória histórica, principalmente no período referente ao Império, tão desqualificado pela República, repasso a mensagem abaixo. O interior do museu é belíssimo, mas o 2º andar, todo decorado com afrescos, mais próximo ao telhado e aos efeitos da chuva está seriamente danificado. Felizmente, a captação de verbas para sua restauração começa este mês. Entretanto, mesmo no estado em que está, é deslumbrante de ver ou rever.
Prezados,
Venham partilhar conosco as comemorações desta data tão querida. Aguardamos
sua presença no próximo dia 12 de outubro, terça-feira, a partir das 13h.
Lembramos que nosso estacionamento encontra-se à sua disposição e de seus
convidados.
Atenciosamente,
Márcia Izabel
Difusão Cultural
Museu do Primeiro Reinado
Tel: 21 2332-4513/4514