domingo, 28 de novembro de 2010

Deus proteja o Rio de Janeiro

t1larg.rio.tank.afp.gi
Hoje, às 8 horas da manhã, enquanto eu ainda dormia, começou o ataque ao complexo de favelas do Morro do Alemão, principal esconderijo dos narcotraficantes, onde moram 300 mil pessoas, cercado desde a véspera, aguardando aqueles que quisessem se entregar voluntariamente, o que não aconteceu. Ontem ainda, uma repórter entrevistava um policial que atendeu um celular de sua mãe que chorava sem parar, com medo da morte do filho. Ele dizia apenas: “Mãe, não adianta chorar”. O ataque poderia acontecer a qualquer momento. Foi necessário o apoio do Exército e da Marinha, com tanques de guerra blindados usados para invadir países, para a ocupação do complexo do Alemão. A invasão aparentemente não foi o mais difícil, pois todos os moradores e lojistas se esconderam em casa e as ruas ficaram vazias. 


O problema é que os traficantes também se esconderam, com suas armas e granadas. Os policiais temiam que estes fizessem os moradores de reféns, o que felizmente não aconteceu. Parece que a operação pode durar dias ou semanas, pois 30 mil casas terão que ser revistadas, uma a uma. Agora, mais do que nunca é preciso o apoio da comunidade aos policiais, não escondendo traficantes. Já mostraram na TV um pai entregando o próprio filho, dizendo: "Ele fez, ele tem que pagar". A população ajudou a polícia a encontrar o paradeiro de um importante traficante, Elizeu, responsável pela morte do jornalista Tim Lopes.
Como não estamos em estado de sítio, a polícia não pode sair simplesmente invadindo as casas. Tem que pedir para entrar. Mas uma casa que negue a entrada torna-se logo suspeita. Dos estimados 600 traficantes, foram feitas 30 apreensões, dois apenas conhecidos. E os outros 570? Se forem fichados, conhecidos ou tiverem sido presos, fica mais fácil a identificação, mas no caso de traficantes desconhecidos, que nunca tenham sido fichados ou passado pela polícia, estes podem simplesmente jogar fora as armas, ficar quietos em suas casas e se apresentar como cidadãos pacíficos.  Enfim, o quadro é realmente nublado e cheio de imprevisibilidades. Espera-se que o fim da sensação de impunidade diminua a adesão ao tráfico. O governador também declarou que será feito um trabalho de reurbanização, limpeza e trabalhos sociais de apoio às comunidades carentes para impedir no futuro o surgimento de novas lideranças  que preencham o vazio deixado pelo Estado. Isso sim, é muito importante.
Pela manhã, um grupo de pessoas subiu ao Cristo Redentor e  realizou uma missa pela paz.
O Rio amanheceu com um belíssimo dia de sol.
Eu ia à praia jogar frescobol e me divertir com meus amigos.
Até o momento, em Copacabana não há perigo ou violência. Mas, não vou mais.
HOJE NÃO QUERO RIR.
NÃO QUERO SER FELIZ.
QUERO ACOMPANHAR COM SOLIDARIEDADE O QUE ACONTECE NO 
RIO QUE EU AMO 

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Convite para o lançamento do livro D. Luiz de Orleans e Bragança

Imagem-Convite1 
Release da Editora Alameda
Em 26 de janeiro de 1878 nascia em Petrópolis D. Luís, segundo filho da princesa Isabel e Gastão d'Orléans, conde d'Eu. Após a proclamação da República, grandes transformações atingiram a família imperial brasileira, que passou a residir na França. Nesse contexto, D. Luís acabou por assumir a posição de príncipe imperial e manifestou-se publicamente no Brasil, ao longo de vários anos, em favor da restauração do trono.

Em 1908, assumiu o papel de príncipe imperial, em decorrência da renúncia do irmão mais velho, D. Pedro de Alcântara, à posição dinástica. Sua figura jovem, com formação militar, seu interesse pelo Brasil e pela política valeram-lhe ser apontado por Martim Francisco Ribeiro de Andrada como o "príncipe perfeito", o primeiro desde a queda da monarquia a declarar-se pretendente ao trono.

Neste livro, a historiadora Teresa Malatian coloca em pauta a vida e a atuação política de D. Luís, numa retomada do tema do monarquismo durante a Primeira República, pouco estudado pela escassa historiografia sobre o assunto. Objeto de diversos artigos publicados em jornais e revistas, nunca D. Luís havia sido biografado na extensão de toda sua vida como foi agora, neste volume. 


FILIE-SE A UM CÍRCULO MONÁRQUICO DE SUA CIDADE

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Palestra “Estadistas Imperiais”

REPASSANDO:
Encerrando o ciclo de reflexões sobre o Brasil Imperial, o MIR/Casa da
Marquesa de Santos, receberá na próxima quinta-feira, dia 25 de novembro, às
16h, a palestra "ESTADISTAS IMPERIAIS" com o Prof. Ricardo Salles, doutor em
História e professor do Departamento de História da UNIRIO.

Contamos com sua presença, agora também aos sábados, domingos e feriados,
das 13h ás 17h, e lembramos que a entrada é franca, e nosso estacionamento
está à sua disposição e de seus convidados.

Márcia Izabel
Difusão Cultural
MIR/Casa da Marquesa de Santos
Tel: 21 2332-4513/4514


FILIE-SE A UM CÍRCULO MONÁRQUICO DE SUA CIDADE 

sábado, 20 de novembro de 2010

Glórias da cultura brasileira soterradas pela censura republicana

(Executada pela Orquestra Sinfônica de Berlim)

A Marcha Solene Brasileira foi composta pelo americano Louis Moreau Gottschalk na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1869, durante uma turnê pela América do Sul. Inspirada no clima jubiloso vigente na Corte por causa da vitória sobre a maior parte das tropas paraguaias durante a Guerra do Paraguai, é baseada também no tema do Hino Nacional Brasileiro. Quando foi executada pela primeira vez em 24 de novembro de 1869 em homenagem ao imperador D. Pedro II, organizou-se um concerto monumental, reunindo 650 músicos, quase todas as bandas da cidade, 44 rabecas, 65 clarinetas, 55 saxhorns, 60 trombones, 62 tambores, entre outros instrumentos, lotando o Teatro Lírico, assim como as ruas adjacentes. Quando foi executada a "Marcha Solene" acompanhada do troar de canhões nos bastidores, a platéia, que incluía o Imperador, entrou em êxtase cívico-estético. Era a consagração do hino, já ouvido por milhares no campo de batalha e nas despedidas de voluntários. Entende-se por que, mais tarde, a população do Rio exigiu a manutenção do velho hino contra a tentativa republicana de o substituir.
Esta seria a última criação do talentoso compositor americano, que faleceria semanas depois de sua memorável apresentação, no dia de 18 de dezembro de 1869 na cidade do Rio de Janeiro.
A música logo cairia no esquecimento, sendo muito raramente executada em público no século XX. Tal situação veio a se agravar quando uma consulta feita em 1973 à Comissão Nacional de Moral e Civismo ameaçou a peça de proibição, já que pela lei brasileira é proibida a execução do Hino Nacional que fuja ao que é determinado pela mesma. Depois de anos tal questão foi resolvida sendo a proibição considerada um crime de lesa-cultura. Finalmente liberada, a Marcha Solene foi executada junto ao Monumento do Ipiranga, marco da Declaração da Independência, no dia 7 de setembro de 1981, para um público de 800 mil pessoas. 



FILIE-SE A UM CÍRCULO MONÁRQUICO DE SUA CIDADE 
(consulta de endereços: CÍRCULO MONÁRQUICO DO RIO DE JANEIRO )

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Emocionante entrevista na TV com o monarquista Dr. Rubens Britto Filho

Repassando o excelente post do Monarquia21
O Programa Diálogo Franco com Carlos Marcondes entrevistou o Dr. Rubens Brito Filho – Presidente do Conselho do Instituto Brasil Imperial – Órgão de Estudos Monárquicos. Transmitido dia 24 de outubro na TV Band Vale.http://www.brasilimperial.org.br/





domingo, 7 de novembro de 2010

Bem lembrado e mal contado

wallis-simpson
Deu no Globo que Dilma Roussef não é realmente a primeira mulher a governar o Brasil. Antes dela a Princesa Isabel e a Imperatriz Leopoldina já haviam estado à frente do governo brasileiro como regentes. Ambas eram muito queridas pelo povo. D. Leopoldina durante o 7 de setembro, e a Princesa Isabel em três ocasiões de ausência de D. Pedro II, sendo que em uma delas, durante quase 4 anos, período de um mandato presidencial.
Só que consultaram um autor da biografia da Princesa Isabel  que afirmou que esta exercia o poder a contragosto. Bem, a mesma crítica foi feita a D. Pedro II, que a posteridade respeita e muito. Os jornais da época diziam que D. Pedro II tinha mais interesse em ler revistas científicas e em escrever sonetos do que em governar. Muitas vezes o monarca com menos apetite pelo poder, paradoxalmente torna-se o melhor monarca. O pai da atual rainha da Inglaterra, Rei Jorge VI, e sua esposa, Elizabeth, a falecida rainha-mãe, foram considerados inadequados após assumirem o trono pela renúncia do irmão Edward VIII, que insistia em se casar com a americana divorciada Wallis Simpson. Edward tinha todos os atributos de monarca que pareciam faltar ao irmão. Repito, pareciam. Jorge era considerado inseguro e nervoso (fumava sem parar)  e Elizabeth, meio simples e “matrona”. MAS A VERDADE É QUE SÓ O TEMPO MOSTRA A VERDADE. Quando Hitler subiu ao poder na Alemanha, Edward e Wallis, seduzidos por suas idéias, foram ao seu encontro, e as câmeras registraram um Hitler curvado e encantado diante do casal. Depois veio a guerra e ai...bem, aí tudo mudou.
Edward, arrependido, suplicou para ingressar nas forças armadas britânicas como combatente. Só que a infeliz foto sufocava a realeza e todos os britânicos que levavam bombas na cabeça todas as noites. O governo não lhe deu nenhum cargo oficial e acharam melhor afastá-lo da Europa, mandando-o para as Bahamas. E mais, durante os bombardeios, os alemães jogaram uma bomba ou dentro, ou muito próximo ao Palácio de Buckingham, colocando em risco toda a família real. O Parlamento, preocupado,  insistiu para que as princesas Elizabeth e Margareth, então crianças, fossem enviadas para um local seguro no Canadá. Então aquela mulher que foi considerada “simples demais" para ser consorte do rei disse uma frase que os ingleses jamais esqueceriam: “O REI NUNCA SE AFASTARÁ DA INGLATERRA, EU NUNCA ME AFASTAREI DO REI, E MINHAS FILHAS NUNCA SE AFASTARÃO DE MIM!”.
Além disso, o Rei George e Elizabeth, Rainha-Mãe, visitavam freqüentemente os escombros deixados pelos bombardeios nazistas para levantar o ânimo do povo londrino.




O resto é história. O povo britânico jamais esqueceu a foto e lembrou sempre da frase. Edward e Wallis passaram o resto da vida na França, esquecidos, e a Rainha-mãe foi reverenciada pelo resto de sua longa vida, até falecer com 101 anos.
O que tem isso a haver com a Princesa Isabel e D. Pedro II? Tudo. A História nos mostra que, por vezes, herdeiros que pareciam ter menos perfil e menor apetite pelo poder foram os que melhor governaram.



quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A maconha, o conservador e a falácia do “todo mundo”

Noticiado hoje: em plebiscito na Califórnia, os participantes rejeitaram a legalização da maconha. No último programa “Manhattan Connection”, o inteligente Diogo Mainardi disse que quando esteve na Califórnia viu “todo mundo” fumando maconha. Bem, agora este plebiscito mostrou que o que ele viu como todo mundo não era realmente todo mundo. Engraçado que esta expressão é muito comum, é usada com grande freqüência na linguagem falada do brasileiro. Mas prestem bem atenção ao contexto: são pessoas que geralmente querem impingir uma idéia de fundo controverso e geralmente falacioso. “Ah, isso parece errado, mas todo mundo faz…” E olha que o plebiscito foi feito em um dos estados mais liberais dos Estados Unidos, e foi feito apenas porque o estado está desesperadamente necessitado de dinheiro. Estão com uma dívida que ninguém sabe como pagar. Mas a verdade é que ninguém conhece ou sabe quem é mundo. Se não o fez até agora, passe a desconfiar de quem usa a expressão.  Quando acontecem eleições ou plebiscitos, aí sim, aparece a verdade. Tenho que concordar com FHC (acho que foi ele quem disse) “não existem drogas leves, são todas perigosas.

Repassando a proposta americana: “A Proposta 19 previa a legalização da posse de até 28 gramas de maconha, o uso em locais privados e o plantio de até 2,3 metros quadrados da erva para pessoas acima dos 21 anos de idade. O referendo - realizado juntamente com as eleições parlamentares americanas - chamou a atenção do país inteiro porque criaria um incompatibilidade entre a legislação estadual e a legislação federal sobre a questão. No mês passado, o procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holden, disse que "aplicaria vigorosamente" a lei federal em relação à maconha na Califórnia, mesmo que a proposta 19 fosse aprovada."Hoje, os californianos reconheceram que legalizar a maconha não vai tornar nossos cidadãos mais saudáveis, resolver o problema orçamentário da Califórnia ou reduzir a violência ligada às drogas no México", declarou o diretor para Política de Drogas da Casa Branca, Gil Kerlikowske, após a divulgação dos primeiros resultados. "O governo Obama foi claro em sua oposição à legalização da maconha porque pesquisas revelam que o uso de maconha está associado a internações voluntárias para tratamento de vícios, acidentes fatais sob influência de drogas, doença mental e admissão em setores de emergência nos hospitais." (Google News/Estadão)

Isso mostra que deveríamos usar mais a de Nixon: “a maioria silenciosa”, geralmente conservadora, infelizmente um tanto preguiçosa, não gosta de brigas, discussões, não se engaja como militante em causa nenhuma, mas que implementa as grandes decisões quando  consultada em plebiscitos. Deveríamos usar com mais freqüência a prática saudável do plebiscito, principalmente agora que temos a urna eletrônica. Segundo me disse um mesário, as filas acontecem apenas para eleição de muitos cargos e as pessoas se atrapalham procurando os números de seus políticos; mas quando é um ou outro, sim ou não, é rapidíssimo. Aí sim, teríamos decisões legítimas, democráticas e incontestáveis.