terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Prefácio de S.A.I.R D. Luiz de Orleans e Bragança em inglês na Internet

Tenho sido contatada através do Facebook por alguns monarquistas britânicos. Recebi a seguinte mensagem de Michael Drake:

Não escrevo português bem, mas queira avisar que o prefácio de Dom Luiz de Orleans e Bragança agora está traduzido para inglês e posto na Internet. Daria para avisar os monarquistas que têm amigos que falam inglês? Obrigado. Michael Drake O texto esta aqui:

Foreword - Prince Luiz de Orleans e Bragança - (Head of the Imperial House of Brazil)

O Prefácio é para o livro “Nobility and Analogous Traditional Elites in the Allocutions of Pius XII: A Theme Illuminating American Social History”, por Plínio Corrêa deOliveira.

nobility_book

O prefácio é rico e contém belíssimas imagens. Gostaria de ressaltar uma frase que considerei brilhante:

“If everything is equal to everything else, then everything is nothing.”

Minha tradução (literal): “Se tudo é igual a tudo o mais, então tudo passa a ser nada.”

domingo, 19 de dezembro de 2010

Bem lembrado, mal contado e atualizado

 Quando publiquei o post abaixo em 7 de novembro, não tinha ouvido falar sobre o filme  "O Discurso do Rei". Quando escrevi, coloquei que o Rei George VI era tenso e fumava muito, mas ignorava seus  problemas com gagueira. Apesar de tudo isso, parece que havia um certo consenso de que seu casamento era bastante feliz. Esta é mais uma prova de que o povo inglês merece a sua monarquia porque sabe preservar sua história e seu passado. Não esquecem a bravura da Família Real Britânica, durante a 2ª Grande Guerra, diante de toda sorte de adversidades, como  eu enfatizei no post. Quase 70 anos depois ainda acham importante celebrá-la através de um filme, uma superprodução requintada. Vou recolocar novamente o post, para os que não leram, e por o último o trailer do que promete ser um belíssimo filme com atores e diretores premiados. Já venceu o Festival de Toronto, foi indicado  a 7 estatuetas do Globo de Ouro, liderando a lista de indicações ao prêmio. Parece que Colin Firth está cotado para o Oscar pelo papel do rei. A estréia no Brasil está prevista para 4 de fevereiro de 2011.
Edward, Walllis Simpsom e Hitler

"Deu no Globo que Dilma Roussef não é realmente a primeira mulher a governar o Brasil. Antes dela a Princesa Isabel e a Imperatriz Leopoldina já haviam estado à frente do governo brasileiro como regentes. Ambas eram muito queridas pelo povo. D. Leopoldina durante o 7 de setembro, e a Princesa Isabel em três ocasiões de ausência de D. Pedro II, sendo que em uma delas, durante quase 4 anos, período de um mandato presidencial. 
Só que consultaram um autor da biografia da Princesa Isabel  que afirmou que esta exercia o poder a contragosto. Bem, a mesma crítica foi feita a D. Pedro II, que a posteridade respeita e muito. Os jornais da época diziam que D. Pedro II tinha mais interesse em ler revistas científicas e em escrever sonetos do que em governar. Muitas vezes o monarca com menos apetite pelo poder, paradoxalmente torna-se o melhor monarca. O pai da atual rainha da Inglaterra, Rei Jorge VI, e sua esposa, Elizabeth, a falecida rainha-mãe, foram considerados inadequados após assumirem o trono pela renúncia do irmão Edward VIII, que insistia em se casar com a americana divorciada Wallis Simpson. Edward tinha todos os atributos de monarca que pareciam faltar ao irmão. Repito, pareciam. Jorge era considerado inseguro e nervoso (fumava sem parar)  e Elizabeth, meio simples e “matrona”. MAS A VERDADE É QUE SÓ O TEMPO MOSTRA A VERDADE. Quando Hitler subiu ao poder na Alemanha, Edward e Wallis, seduzidos por suas idéias, foram ao seu encontro, e as câmeras registraram um Hitler curvado e encantado diante do casal. Depois veio a guerra e ai...bem, aí tudo mudou. 
Edward, arrependido, suplicou para ingressar nas forças armadas britânicas como combatente. Só que a infeliz foto sufocava a realeza e todos os britânicos que levavam bombas na cabeça todas as noites. O governo não lhe deu nenhum cargo oficial e acharam melhor inclusive mantê-lo longe da Europa, mandando-o para as Bahamas. E mais, durante os bombardeios, os alemães jogaram uma bomba ou dentro, ou muito próximo ao Palácio de Buckingham, colocando em risco toda a família real. O Parlamento, alarmado, insistiu para que as princesas Elizabeth e Margareth, então crianças, fossem enviadas para um local seguro no Canadá. Então aquela mulher que foi considerada “simples demais" para ser consorte do rei disse uma frase que os ingleses jamais esqueceriam: 
“O REI NUNCA SE AFASTARÁ DA INGLATERRA, 
EU NUNCA ME AFASTAREI DO REI, 
E MINHAS FILHAS NUNCA SE AFASTARÃO DE MIM!”. 
Elizabeth foi considerada pelos nazistas "a mulher mais perigosa da Europa".
O Rei George VI e Elizabeth, também visitavam freqüentemente os escombros deixados pelos bombardeios nazistas para levantar o ânimo do povo londrino.
O resto é história. O povo britânico jamais esqueceu a foto e lembrou sempre da frase. Edward e Wallis passaram o resto da vida na França, esquecidos, e a Rainha-mãe foi reverenciada pelo resto de sua longa vida, até falecer com 101 anos.

O que tem isso a haver com a Princesa Isabel e D. Pedro II? Tudo. A História nos mostra que, por vezes, herdeiros que pareciam ter menos perfil e menor apetite pelo poder foram os que melhor governaram."


O FILME "O DISCURSO DO REI"





FILIE-SE A UM CÍRCULO MONÁRQUICO

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Dalva, Herivelto e D. Pedro II




Eu já sabia deste fato, mas creio que muitos brasileiros não sabem, principalmente considerando-se que a Rede Globo, que realizou uma bela minissérie sobre a vida da cantora, "Dalva e Herivelto", não o mencionou. Não é um fato irrelevante, foi para a cantora motivo de muito orgulho, e a rainha não era obscura, era a Rainha da Inglaterra. A minissérie, atendo-se sempre às brigas e intrigas amorosas, como sendo os únicos fatos interessantes para o público, também não mencionou um outro episódio importante. Refere-se à composição de Herivelto Martins "Ave-Maria no Morro". Segundo Peri Ribeiro, filho do casal, em seu livro "Minhas Duas Estrelas", Villa Lobos teria ficado fascinado com a melodia, e incentivado muito Herivelto Martins a estudar música erudita, pois segundo ele, "eu passei a minha vida inteira estudando música clássica e não sou capaz de compor uma Ave-Maria como a sua". Herivelto não conhecia a notação musical. Compunha apenas de memória e de ouvido. Alguém tinha que memorizar o que compunha para ele não esquecer. Dalva, com excelente ouvido, fez muito este papel, enquanto foram casados.


Dalva, no início da sua carreira, também havia sido aconselhada a tentar o canto lírico, pelo belo vibrato e extensão natural de sua voz. Mas o canto lírico requer anos de treinamento e Dalva, uma simples faxineira, precisava de dinheiro imediato, o que só o popular poderia lhe render.
Ambos eram cidadãos da Republica, e não tinham alguém como D. Pedro II, que, entusiasmadíssimo com Carlos Gomes, quis logo financiar seus estudo, não aqui, mas na Europa, pensando primeiro, inclusive, em enviá-lo para Baireuth, onde pontificava Wagner (!!!), mas a Imperatriz Teresa Cristina, que entendia muito de canto (creio que ela mesma tinha uma voz educada para o canto lírico), preferiu a Itália. D. Pedro enviou carta de recomendação ao Rei Fernando, de Portugal, solicitando que apresentasse Carlos Gomes ao Diretor do Conservatório de Milão. O resultado é que Carlos Gomes permanece até hoje como o único grande compositor de óperas brasileiro. D. Pedro II  ainda tranquilizou Carlos Gomes prometendo amparar seu pai, muito pobre, dando-lhe um emprego. Parece que C. Gomes agradeceu chorando de emoção.
Antes de D. Pedro, seu avô, D. João VI, já havia dado todo apoio possível e impossível ao Pe. José Maurício. 
Em tempo. Parece que não foi só Villa Lobos que se impressionou com a beleza da  "Ave-Maria" de Herivelto. Vi em tempos recentes o célebre tenor lírico Andrea Bocelli cantá-la na TV, traduzida para o italiano, em que substituíram o "morro", por uma "aldeia muito pobre" da Itália, tentando manter o espírito da letra. 
Será que alguém pensa nisso? Será que alguém se lembra disso?  
Se os próprios roteiristas da Globo, que trabalham com ajudantes, ao fazerem a minissérie, passaram ao largo destes fatos, creio que muito poucos. Não estou "insinuando" que só a realeza incentiva a grande arte. Creio que posso afirmar isso tranquilamente, uma vez que os próprios fatos o comprovam de forma tão clara e inequívoca.

FILIE-SE AO UM CÍRCULO MONÁRQUICO!