domingo, 23 de janeiro de 2011

D. Duarte Pio, Chefe da Casa Real Portuguesa, ajuda vítimas das enchentes

O chefe da Casa Real Portuguesa, Duarte Pio de Bragança, decidiu promover uma linha de ajuda às vítimas das chuvas no Brasil, através de uma conta cujas contribuições serão entregues à Caritas brasileira, escreve a Lusa.

A conta foi aberta pela Fundação D. Manuel II, presidida por Duarte Pio, e começou já a receber ajudas: «Pequenas ajudas, mas é isso que conta. São muitas ajudas de cinco, dez, cinquenta euros, que estão a chegar e que têm um impacto psicológico no Brasil muito importante, além da ajuda material, que sempre é útil», disse o duque de Bragança, em declarações à Lusa.

Centenas de milhar de pessoas «perderam tudo o que tinham. Houve uma quantidade enorme de casas que desapareceram ou então que o seu conteúdo foi todo arrastado pelas águas», afirmou.

O chefe da Casa Real Portuguesa tem uma ligação particularmente forte ao Brasil: não só é filho de mãe brasileira, como tem «imensos primos», pelo ramo Orléans e Bragança, que residem na região afectada. «Alguns até tiveram problemas com estas inundações. Houve uma casa, de um dos primos, que foi inundada em Petrópolis», indicou.

A conta pretende responder ao maior desastre natural de sempre no Brasil e Duarte Pio acrescenta-lhe outras razões: «Sinto e sei que os brasileiros dão muita importância ao apoio de Portugal, não por uma questão de dinheiro, mas por uma questão de afectividade, de uma ligação de fraternidade histórica que dura há quinhentos anos».

A conta foi aberta na Caixa Agrícola Terras de Viriato, de Viseu, e contou com o apoio da própria instituição bancária. Tem o número de identificação bancária (NIB) 0045 30804024155096270 e, «enquanto for necessário, enquanto continuar a chegar a ajuda, estará activa», garante o duque de Bragança.

Duarte Pio tem a intenção de se deslocar pessoalmente ao Brasil para fazer a entrega das doações. «Tenho a intenção de entregar [o montante angariado], se valer a pena, se for uma quantia interessante, em nome de todos os portugueses, diretamente à Caritas brasileira», afirmou.

As chuvas intensas que na semana passada atingiram o Estado brasileiro do Rio de Janeiro, provocando inundações e deslizamentos de terras, causaram a morte a pelo menos 785 pessoas. Outras 400 permanecem desaparecidas.

Ainda segundo dados oficiais, pelo menos 6.050 pessoas perderam as suas casas e outras 7.780 ficaram desalojadas.

Fonte: http://www.tvi24.iol.pt/


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cotado para o Oscar, "O Discurso do Rei", acumula prêmios. Já começam as difamações

O filme já venceu o Festival de Toronto, e agora Colin Firth recebeu também o Globo de Ouro como melhor ator, o que aumenta suas chances de ganhar o Oscar.  O filme, que ressalta o heroísmo da Família Real Inglesa durante a 2ª Grande Guerra (A Rainha-Mãe disse que só sairia da Inglaterra morta),  já começa a sofrer campanhas de difamação. Foram enviados e-mails, a partir do conteúdo de um blog no site da New York Magazine, para os membros da Academy of Motion Picture Arts and Sciences, muitos de ascendência judia, que participam das votações para os Oscars, dizendo que o filme “doura a pílula” no que se refere ao Rei George VI durante a 2ª Guerra. Alegam que este teria obstruídos esforços de judeus que desejavam emigrar para a área da Palestina dominada pelos ingleses ou, segundo uma carta do Rei para Lorde Halifax, de emigrarem ilegalmente de seus países de origem. 

Scott Feinberg, membro da Academia, já afirmou que muitos não vão votar no filme por este motivo. O e-mail afirma que “George VI, apesar de gago, quando se tratou de impedir a fuga de judeus, soube ser muito claro e enfático”. Segundo Feinberg, agora paira uma dúvida sobre se se trata de uma campanha difamatória de rivais e concorrentes, ou de realmente apresentar fatos importantes que foram omitidos pelo filme.

Mas a verdade é que a Inglaterra recebeu 70 mil refugiados judeus, dos quais 10 mil crianças, até as vésperas da guerra, e segundo o historiador Andrew Roberts.  “É verdade que o Rei tentou restringir a emigração judia para a Palestina em 1939...mas esta, apesar dos seus defeitos, era a política normal da época diante do desenrolar dos acontecimentos no resto da Europa... mas daí a deduzir que a Família Real Britânica fosse antissemita nos anos 30 é absolutamente ridículo e absurdo. Andrew Roberts é um historiador, um homem que estuda História, não lê apenas jornais.
(Fonte: SCOTT FEINBERG.com)

Muito interessante esta questão de omitir fatos importantes. Pois  eu vou relembrar um que o blog esqueceu de mencionar, ou omitiu de propósito, sobre a restrição da emigração de judeus na época.  Foi retratado no filme “A Viagem dos Condenados” (“Voyage of the Damned”, não confundir com “A Nau dos Condenados”, outra história), lançado em 1976. Sinopse: "Em 13 de maio de 1939, cerca de 1000 judeus, fugindo da perseguição nazista, deixaram o porto de Hamburgo a bordo do navio alemão St. Louis. O destino: Cuba, que se recusou a deixá-los entrar. Tentativas de serem recebidos nos Estados Unidos também falharam. Um mês depois de deixarem a Europa, tiveram que retornar, chegando a Antuérpia em 17 de junho. Nenhum país fora da Europa abriu-lhes as portas. Ainda que eventualmente alguns tenham ido para a Inglaterra, a maioria acabou voltando para as mãos dos alemães que os enviaram para serem exterminados nos campos de concentração". Trocando em miúdos: neste episódio dramático é melhor ninguém ficar acusando ninguém de coisa alguma, pois ele colocou “telhado de vidro” em todos os países.  O cartaz do filme não poderia ser mais enfático:  “A Viagem dos Condenados – a incrível história do navio que envergonhou o mundo”.


O que o e-mail não menciona é que houve um período em que a Inglaterra lutou sozinha contra a Alemanha nazista que já dominara o resto da Europa, na Batalha da Inglaterra, sobre a qual Churchill disse uma frase que ficou famosa, referindo-se à Royal Air Force:"Nunca tantos deveram tanto a tão poucos".
O site "A Monarquia Brasileira" está com novo visual e endereço:
Faça uma visita. 

domingo, 16 de janeiro de 2011

O site MONARQUIA BRASILEIRA está com novo visual

O site MONARQUIA BRASILEIRA está com novo visual e endereço
http://amonarquiabrasileira.bravehost.com/
 Acho que está com um template mais elaborado e com formato mais adequado ao novo formato widescreen, com espaço para mais informações. Faça uma visita.
Saudações Monárquicas
Claudia

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Acervo de D. Pedro II disputa título de "Memória do Mundo"

Um acervo de 50 mil documentos deixados pelo imperador do Brasil Dom Pedro II no século XIX disputa o título de Memória do Mundo em 2012 concedido pela UNESCO.
Esta é a segunda vez que documentos brasileiros do período do Império disputam o título da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), uma classificação que corresponde ao Património da Humanidade para bens materiais, segundo noticia hoje o diário O Globo. Uma equipe de quatro investigadores deu início a um trabalho minucioso de 11 meses de revisão do material e preparação de um dossier para entregar à UNESCO. O acervo reúne 50 mil documentos deixados pelo imperador com registos das suas três viagens pelos continentes.
"As viagens do imperador demoravam em média de oito meses a um ano e meio. Em 1876, ele cruzou de comboio os Estados Unidos duas vezes. Foi depois para o Canadá, Europa e Médio Oriente, sempre registando as suas expedições", disse o diretor do Museu Imperial, em Petrópolis, Maurício Vicente Ferreira Júnior. O acervo de 50 mil documentos das viagens de Dom Pedro II inclui diários pessoais, cadernos de anotações, gravuras, correspondência e jornais.
O material foi levado da França para o Brasil pela Família Imperial e doado ao Arquivo Histórico do Museu Imperial, em 1948. Em 2003, uma colecção com mais de 21 mil fotos da imperatriz Teresa Cristina, mulher de Dom Pedro II, foi considerada património mundial. Além disso, os documentos da ditadura brasileira, que reúne um acervo do período de 1964 a 1985, também aguardam o título. Na América do Sul, já foram reconhecidos como património os acervos da ditadura militar da Argentina, Chile e Paraguai.
fonte: DNGLOBO 
Eu dei na íntegra o artigo publicado no link acima, mas recebi um comentário interessante de Arnaldo Roberto em meu e-mail que dá um fecho muito melhor ao assunto:
Li o texto abaixo e discordo com o final onde diz que: “...faleceu dois anos depois, sem coroa nem pátria, triste e esquecido”. Pode ter falecido triste, mas não esquecido pelo seu povo e nem pelo povo europeu que acompanhou em peso o seu sepultamento, pois sabiam que ali estavam sepultando um grande estadista e um homem de bem. 

FILIE-SE A UM CÍRCULO MONÁRQUICO 

domingo, 9 de janeiro de 2011

8 de janeiro de 1921- Despojos de D. Pedro II chegam ao Brasil


"Pedro II e D. Thereza Christina vêm dormir o último sono, afinal, no solo da pátria. Recebendo os despojos dos seus ex-soberanos, com este movimento enorme do carinho nacional, o Brasil só demonstra que o sentimento de justiça ainda é a flor mais delicada da sua alma generosa e cavalheiresca". (Jornal do Brasil).
Trinta e dois anos após Pedro II e sua esposa, Thereza Cristina, partirem para o exílio, chegaram ao Rio de Janeiro os seus restos mortais. A iniciativa partiu do Presidente Epitácio Pessoa. Tendo promovido no Congresso a aprovação da lei que revogava o decreto de banimento da ex-família real, que ainda pesava sobre seus descendentes, o presidente quis completar a grandeza do ato com outro de gratidão nacional: em reconhecimento à figura moral de ambos, propôs que seus restos mortais viessem a ser depositados em terras brasileiras, mandando vir do exílio os despojos dos ex-monarcas.
O encouraçado São Paulo, da Marinha Brasileira, recebeu no Rio Tejo, em Lisboa, as duas urnas funerárias e com elas chegou às águas da Guanabara, de onde, após desembarcadas no Cais Mauá, seguiram para o átrio da Catedral. Acompanharam os restos mortais durante a viagem, o Conde D'Eu e D. Pedro de Orleans e Bragança — genro e neto de D. Pedro II.
O cerimonial revestiu-se de grande magnitude. Nem mesmo a tempestade que desabou no momento em que os ataúdes eram desembarcados conseguiu dispersar a multidão que ao longo de todo o cortejo aplaudia incansavelmente.
Sepultados, provisoriamente, na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, em 5 de dezembro de 1939 os restos mortais do imperador e de sua esposa foram trasladados para a Catedral da Cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. Lá repousam até hoje.
Banimento e morte no exílio
Um dos primeiros decretos do governo provisório da República, datado de 15 de novembro de 1889, proibia à família imperial de residir no país.
D. Pedro II acatou prontamente a decisão e dois dias depois seguiu para o exílio com a família, encerrando assim os 67 anos de regime monárquico no país.
No dia 28 de dezembro do mesmo ano, Thereza Cristina morreu em Lisboa. Pouco antes do falecimento, teria confidenciado: "Eu não morro de doença. Morro de dor e de desgosto" . Pedro II mudou-se então para Paris, onde faleceu dois anos depois, sem coroa nem pátria, triste e esquecido.
Deu hoje na História