segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cotado para o Oscar, "O Discurso do Rei", acumula prêmios. Já começam as difamações

O filme já venceu o Festival de Toronto, e agora Colin Firth recebeu também o Globo de Ouro como melhor ator, o que aumenta suas chances de ganhar o Oscar.  O filme, que ressalta o heroísmo da Família Real Inglesa durante a 2ª Grande Guerra (A Rainha-Mãe disse que só sairia da Inglaterra morta),  já começa a sofrer campanhas de difamação. Foram enviados e-mails, a partir do conteúdo de um blog no site da New York Magazine, para os membros da Academy of Motion Picture Arts and Sciences, muitos de ascendência judia, que participam das votações para os Oscars, dizendo que o filme “doura a pílula” no que se refere ao Rei George VI durante a 2ª Guerra. Alegam que este teria obstruídos esforços de judeus que desejavam emigrar para a área da Palestina dominada pelos ingleses ou, segundo uma carta do Rei para Lorde Halifax, de emigrarem ilegalmente de seus países de origem. 

Scott Feinberg, membro da Academia, já afirmou que muitos não vão votar no filme por este motivo. O e-mail afirma que “George VI, apesar de gago, quando se tratou de impedir a fuga de judeus, soube ser muito claro e enfático”. Segundo Feinberg, agora paira uma dúvida sobre se se trata de uma campanha difamatória de rivais e concorrentes, ou de realmente apresentar fatos importantes que foram omitidos pelo filme.

Mas a verdade é que a Inglaterra recebeu 70 mil refugiados judeus, dos quais 10 mil crianças, até as vésperas da guerra, e segundo o historiador Andrew Roberts.  “É verdade que o Rei tentou restringir a emigração judia para a Palestina em 1939...mas esta, apesar dos seus defeitos, era a política normal da época diante do desenrolar dos acontecimentos no resto da Europa... mas daí a deduzir que a Família Real Britânica fosse antissemita nos anos 30 é absolutamente ridículo e absurdo. Andrew Roberts é um historiador, um homem que estuda História, não lê apenas jornais.
(Fonte: SCOTT FEINBERG.com)

Muito interessante esta questão de omitir fatos importantes. Pois  eu vou relembrar um que o blog esqueceu de mencionar, ou omitiu de propósito, sobre a restrição da emigração de judeus na época.  Foi retratado no filme “A Viagem dos Condenados” (“Voyage of the Damned”, não confundir com “A Nau dos Condenados”, outra história), lançado em 1976. Sinopse: "Em 13 de maio de 1939, cerca de 1000 judeus, fugindo da perseguição nazista, deixaram o porto de Hamburgo a bordo do navio alemão St. Louis. O destino: Cuba, que se recusou a deixá-los entrar. Tentativas de serem recebidos nos Estados Unidos também falharam. Um mês depois de deixarem a Europa, tiveram que retornar, chegando a Antuérpia em 17 de junho. Nenhum país fora da Europa abriu-lhes as portas. Ainda que eventualmente alguns tenham ido para a Inglaterra, a maioria acabou voltando para as mãos dos alemães que os enviaram para serem exterminados nos campos de concentração". Trocando em miúdos: neste episódio dramático é melhor ninguém ficar acusando ninguém de coisa alguma, pois ele colocou “telhado de vidro” em todos os países.  O cartaz do filme não poderia ser mais enfático:  “A Viagem dos Condenados – a incrível história do navio que envergonhou o mundo”.


O que o e-mail não menciona é que houve um período em que a Inglaterra lutou sozinha contra a Alemanha nazista que já dominara o resto da Europa, na Batalha da Inglaterra, sobre a qual Churchill disse uma frase que ficou famosa, referindo-se à Royal Air Force:"Nunca tantos deveram tanto a tão poucos".
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Um comentário:

  1. Comemoramos hoje 7 de setembro, a criação do Império do Brasil em 1822, período no qual fomos uma Monarquia Constitucional Parlamentarista. Este Império nos levou a ser a segunda potência econômica e militar do mundo. Talvez se o país não se tornasse uma República em 1889 a partir de um golpe militar, poderíamos hoje ser a primeira potência mundial.
    Portanto todos nós hoje devemos é mais que comemorar o outrora IMPÉRIO do BRASIL, que nada têm a ver com este MAR de LAMAS que vemos por aí.

    FELIZ DIA DA PÁTRIA A TODOS OS MONARQUISTAS.

    Emanuel Nunes Silva
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