segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Quem tem interesse na história de um rei gago?...Todo mundo!

Quando comecei a dar relevância ao filme que arrebatou as principais estatuetas de Oscar da noite de ontem, 27/2, percebi que se tratava de um filme que, ao menos para os monarquistas e seus simpatizantes, poderia ser classificado como um "filme monarquista", uma vez que mostrava a bravura da Família Real inglesa durante a 2ª Grande Guerra, no sentido do cumprimento de dever, a todo custo, por doloroso que fosse. A Família Real britânica foi um bastião moral para a nação, uma vez que, ao se recusar a qualquer tipo de esconderijo, inclusive para as filhas Elizabeth e Margareth, ainda crianças, sugerido pelo próprio parlamento, dava à toda nobreza o maior exemplo. Aristocrata que se escondesse em mansão no campo seria jogado em total ostracismo. Assim, toda a realeza e nobreza britânicas ficaram em Londres, inclusive se envolvendo ativamente na luta. A filha de Churchill, por exemplo, comandava uma bateria anti-aérea para destruir aviões alemães.

Acima, Mary, então Lady Soames,  observando com o pai os céus de Londres. Ao lado, idosa, já como Baronesa Soames, recebeu várias comendas por trabalhos realizados durante e depois da guerra.

Quem se escondeu em casa de campo foi o pai dos Kennedy, Joseph P Kennedy, que servia como embaixador na Inglaterra e ficou muito mal visto por isso. Agora, segundo relatos de idosos ingleses e de Somerset Maugham no livro "A Hora antes do amanhecer", senhoras aristocratas recebiam crianças pobres de Londres em suas mansões no campo, mas as princesas Elizabeth e Margareth, ficaram em Buckingham, que foi alvo creio que de mais de um bombardeio nazista.
Abaixo imagens de uma bomba que caiu junto ao palácio, e o Rei e a Rainha Elizabeth vistoriando os estragos.
Outra frase famosa da Rainha-Mãe: "Graças a Deus fomos bombardeados". Parece uma frase estranha, mas o que ela queria dizer era que, a partir de então, ninguém mais poderia chamá-los de "privilegiados".  Estamos sob fogo inimigo como todo o resto da nação.


Ontem, pela Globo, o José Wilker disse que gostou muito do filme porque resgatava uma parte da nossa História Contemporânea que ficara esquecida. Todos, disse ele, se lembravam da valentia de Churchill, por exemplo,  mas (pelo menos aqui no Brasil), ninguém falava sobre a bravura da Família Real naquela guerra. Ele tem razão...e por que será? Realmente ninguém fala muito sobre isso, nem mesmo a própria Família Real inglesa, esta talvez porque, segundo seus princípios,  Jorge VI e Elizabeth não tenham feito nada além do que qualquer família real tem o simples dever de fazer. Muito pelo contrário, a Rainha-Mãe, que sobreviveu 50 anos ao marido a quem foi tão devotada, pediu que não se fizesse este filme enquanto ela estivesse viva, pelas memórias dolorosas que a história lhe suscitava. Dores essas que ela escondia muito bem, pois pela memória que temos dela, aparecia sempre em público com um sorriso tranqüilo no rosto, como a foto acima atesta. Por esta e outras, foi classificada pelos nazista como "a mulher mais perigosa da Europa para o 3º Reich".
(para ver as fotos ampliadas clique sobre elas) 

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domingo, 6 de fevereiro de 2011

A Rainha Elizabeth II se emociona com o filme sobre seu pai, "O Discurso do Rei"

Los Angeles (EUA), 4 fev (EFE).- A rainha Elizabeth II da Inglaterra ficou emocionada com o filme "O Discurso do Rei", que fala sobre a superação dos problemas de gagueira de seu pai, George VI, confirmou nesta sexta-feira em comunicado a produtora The Weinstein Company.
A informação tinha sido publicada previamente em um diário britânico.

"Em nome do diretor, Tom Hooper; dos produtores, Iain Canning, Emile Sherman e Gareth Unwin; dos atores Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter e do resto do elenco: estamos profundamente honrados e agradecidos que o filme tenha agradado Vossa Majestade", destacou a nota.

"Foi um trabalho feito com amor por todos nós e isso é um grande reconhecimento", acrescentou.

Para o roteirista do filme, David Seidler, saber que a rainha Elizabeth II se emocionou com a história é comovente, mas, ao mesmo tempo, "faz você se sentir muito humilde".

"Quando, há 30 anos, a Rainha-Mãe me pediu que esperasse e não contasse a história enquanto ela estivesse viva, porque a lembrança desses eventos era ainda dolorosa demais, me dei conta da profundidade das emoções que estavam em jogo", explicou.

"Agora esta história foi escrita e filmada com grande amor, admiração e respeito para com o pai de Vossa Majestade. O fato de ter respondido favoravelmente é algo incrivelmente gratificante", concluiu.

"O Discurso do Rei" é um dos filmes favoritos para o Oscar, cuja cerimônia será realizada no dia 27. A obra sobre o rei George VI concorre a 12 estatuetas, entre elas as de Melhor Filme, Melhor Diretor (Hooper), Melhor Ator (Firth), Melhor Ator Coadjuvante (Rush) e Melhor Atriz Coadjuvante (Carter). 
O ator Geoffrey Rush participou do Oprah Winfrey Show e disse que seu trabalho foi enormemente facilitado pelo fato de o fonoaudiólogo Lionel Logue ter mantido ao longo de anos um diário sobre o trabalho com seus pacientes, inclusive Jorge VI. O diário foi preservado pelo fiho de Logue e disponibilizado para a realização do filme. Nenhuma fonte poderia ser melhor ou mais rica. Ali ficaram registrados em detalhe toda a experiência da terapia e seu  relacionamento com  o Rei e a Rainha-Mãe.
Abaixo um vídeo com vários clipes mostra Jorge VI em momentos mais descontraídos,  Elizabeth II na juventude, um discurso público do Rei e até a notícia de sua morte. 








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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Comunicado de D. Luiz a propósito das calamidades na região serrana do Rio de Janeiro


A propósito das calamidades na região serrana do Estado do Rio

Comunicado de D. Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil
  
Ainda estão gravadas na memória de todos nós as imagens de devastação e pavor causadas pelos deslizamentos, enxurradas e enchentes que flagelaram particularmente a região serrana do Rio de Janeiro. 
A dor e a desolação de nossos irmãos, que assim perderam seus entes mais queridos, suas residências e seus bens, suscitaram em nossas almas esse sentimento tão brasileiro de comiseração, de piedade e de ajuda. De todo o Brasil, começaram a afluir para a região sinistrada auxílios dos mais diversos. 
Nos primeiros momentos desta tragédia, o anseio veemente de meu coração pesaroso era poder de alguma forma levar a todos esses atingidos o consolo material e sobretudo espiritual de que mais necessitavam naqueles instantes, mitigando de alguma forma a dor que em diversos modos e graus os atingia. Motivo pelo qual, antes de mais, devotei minhas preces a Deus Nosso Senhor a rogar pelo eterno descanso dos falecidos e pelo conforto de todas as vítimas desta catástrofe natural, potencializada infelizmente por certo descaso humano. Seguindo o exemplo de meus maiores – e recordo aqui com afável emoção a figura determinada e bondosa de minha bisavó a Princesa Isabel – era também meu desejo poder fazer chegar a esses brasileiros uma ajuda material que de alguma forma lhes servisse de amparo e lhes proporcionasse ânimo para um reerguimento. 
Ao comunicar estes meus anseios aos que comigo convivem mais de perto, foi possível, graças à diligência e operosidade de devotados monarquistas, organizar a coleta de alimentos, roupas e bens de primeira necessidade. Desde já, um caminhão com três toneladas destes bens, fruto da generosidade desprendida de tantos, partirá do interior do Estado de São Paulo, no próximo dia 31 de janeiro, rumo à região atingida. Meu irmão, o Príncipe Dom Antonio – diante da impossibilidade de eu o fazer pessoalmente – se encarregará, em nome da Família Imperial, de liderar o grupo de voluntários que fará a entrega desses bens. Nesta hora, a Família Imperial sente-se especialmente unida no sofrimento, mas também no cristão sentimento de esperança, a todos aqueles física ou moralmente feridos por tão calamitosos eventos. 
Rogo, pois, a Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira de nossa Nação, que vele por todos maternalmente e faça o Brasil reerguer-se do impacto destes flagelos naturais que o atingiram, bem como dos flagelos morais que vão dilacerando nossa sofrida sociedade.

Luiz de Orleans e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil

FILIE-SE A UM CÍRCULO MONÁRQUICO
Círculo Monárquico do Rio de Janeiro