quinta-feira, 14 de abril de 2011

Desarmamento, paradoxos e "bullying"


Acima uma das bandeiras de S.A.I.R. D. Bertrand de Orleans e Bragança 

Estamos vivendo uma época de paradoxos, como por exemplo a "criminalização" do cigarro e legalização da maconha. 
 Por outro lado, se um menor for pego roubando, ele torna-se infrator e está ao alcance da justiça, que pode enviá-lo a uma instituição correcional para menores. A violência doméstica contra a mulher e a violência contra homossexuais, como grupos minoritários e/ou mais frágeis, também está sendo criminalizada. Se não queremos que a nossa sociedade produza novos "Wellingtons de Oliveira", e tenho certeza de que ninguém quer, por que não criminalizar o "bullying"? Por que um marido não pode dar nem um tapa na mulher (o que é certo) e uma criança ou adolescente pode ser jogado em uma lata de lixo ou colocado de cabeça para baixo em um privada? 
Andei pesquisando alguns Orkuts anti-bulying, e aparentemente o W.O., sob codinome, avisou que iria criar um "Columbine brasileiro". Devem ter achado que era blefe. Deu no que deu. Os brasileiros têm uma índole essencialmente "São Tomé",  só crêem no que vêem, ou seja, depois do acontecido, quando é tarde demais. Mas quando se trata do futuro, planejam o mínimo possível. 
Esses Orkuts estão cheios de rapazes destilando um ódio mortal contra tudo e contra todos pelo que sofreram. Fiquei impressionada, pois nem sabia da existência destes Orkuts "anti-bulying", e há vários. Só soube por uma notícia na internet. E já há outros rapazes que estão lá ameaçando o mesmo tipo de vingança do W.Oliveira.  Por que a polícia não está correndo atrás dos IPs destes que fazem ameaças? Sei que IP pode ser disfarçado, ou podem ir a Lanhouses variadas. Mas seria um começo mais objetivo. No entanto, o que fazem?  Ficam na superfície, tentando saber se o W.O tinha cúmplice ou não, como se isso fosse fazer alguma diferença nesta altura dos acontecimentos. O assassino tipo "kamikase" geralmente dispensa cúmplices, pois simplesmente não precisa deles. 
O bulying sempre existiu, só que era "água com açúcar" comparado com os tempos atuais. Nos EUA provocam inúmeros suicídios e os americanos se preocupam muito com o problema. 
E assim eles ficam: tentam daqui, tentam dali, tentam dacolá, mas solução mesmo ninguém encontra. Nem aqui, nem lá. Em tempos de deterioração moral e de ausência de valores e de religião, eu só vejo uma, que atinja algum objetivo a curto prazo: cadeia para os "bullyies", como qualquer menor  que for pego infringindo a lei. Não adianta  ficar elocubrando  projetos cheios de boas intenções e de amor para com as vítimas dos "bullies". Enquanto continuar a impunidade, o problema só aumentará. Aliás, como qualquer crime que sabe que pode contar com impunidade. 

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