quarta-feira, 4 de maio de 2011

Jabor defendendo a Monarquia e a vergonha da era McCarthy

Achei interessante exatamente porque mostra que ser monarquista não implica necessariamente pertencer a uma gama precisa do espectro, ou seja, monarquistas, e é isso que muita gente não entende, podem ser de centro, esquerda, direita, liberais, conservadores. Porque a monarquia é um TODO que paira acima as "partes" do país, harmonizando-as, impondo sua autoridade quando necessário, impedindo que os partidos levem suas lutas intestinas a ponto de de dilacerar o tecido político da nação. Exatamente por isso as monarquias tornam as nações mais estáveis, sem, contudo, abolir o dinamismo da vida política, a alternância no poder, que gera o imprescindível "efeito pêndulo", que faz com que o povo gradualmente encontre sua índole política sem revoluções sangrentas. 



Os EUA, a grande democracia ocidental, gerou nos anos 50 o fenômeno da perseguição política a intelectuais da "era McCarthy". Intelectuais do cinema que se recusassem a dar nomes, só porque tinha comparecida a 1 ou 2 reuniões em casas de comunistas, e depois se desinteressaram do assunto receberam penas de 20 anos de prisão. Escritores, continuaram a escrever sob pseudônimo, escondidos onde?...Londres! Há um filme "Culpado por suspeita", com R. de Niro,  que mostra um caso real e como a coisa foi feia mesmo. Eu pensei:"Engraçado, as pessoas nunca param para pensar que a democracia americana já produziu um McCarthy, mas a monarquia inglesa, não! Pelo contrário, era na Inglaterra que os perseguidos se escondiam. Será que alguém pára para pensar nisso?  

Nenhum comentário:

Postar um comentário