quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Duquesa Diana de Cadaval lança o livro "Maria Francisca de Sabóia"


A Duquesa Diana de Cadaval é casada com o príncipe Charles- Philippe d’Orléans, Duque de Anjou, filho do príncipe Michel de França, e neto do Conde Paris, Henri d’Órleans e de D. Isabel de Orléans e Bragança, princesa do Brasil, mais conhecida entre nós como Condessa de Paris.
(BLOG MONARQUIA JÁ: SOBRE A CONDESSA DE PARIS )

 Sinopse:
"As mãos estão fechadas em posição de oração. Fechada no Mosteiro da Esperança, Maria Francisca de Sabóia suplica a Deus que a proteja, olhe por si neste momento de aflição e lhe perdoe os seus mais terríveis pecados. Está em marcha, na corte portuguesa, um plano imparável e de consequências imprevisíveis. E ela é a personagem principal desta história de intriga, desamor e traição. A decisão estava tomada. Não poderia voltar atrás. Terminaria o casamento com D. Afonso VI, rei de Portugal, um homem deformado, gordo, de personalidade irada que nunca a havia procurado no leito conjugal. O próximo passo deste plano minuciosamente traçado seria pedir a Roma, com a ajuda do seu bom amigo e conselheiro, o duque de Cadaval, a anulação deste casamento falso que a havia tornado infeliz durante um ano e meio. Por fim, deposto o marido, casaria com o infante D. Pedro, seu cunhado e assim veria concretizados os seus desejos de poder. Uma afronta nunca antes vista, um pecado que pedia, sem piedade, o castigo divino. Mas Maria Francisca de Sabóia não havia nascido para ser um fantoche. Nasceu para ser rainha. Contudo, a vida reservava-lhe ainda algumas surpresas. Diana de Cadaval regressa à escrita com um romance que nos leva até à corte portuguesa do século XVII, num momento em a ameaça espanhola é uma realidade, para nos contar a história de Maria Francisca de Sabóia, uma princesa francesa que, aos 20 anos, se torna rainha e protagoniza um dos episódios mais curiosos da História de Portugal."
Este não é o primeiro livro de Diana de Cadaval. Ela  já havia lançado "Eu, Maria Pia"

Sinopse:
"Recebida em clima de grande euforia, Maria Pia foi, 48 anos depois, expulsa de um país a quem dedicou toda a sua vida. Morria pouco tempo depois, demente, longe dos seus tempos de fausto e opulência, mas com a secreta esperança de que a morte lhe trouxesse a tranquilidade há tanto desejada.
Diana de Cadaval traz-nos um retrato impressionante de D. Maria Pia, rainha de Portugal. Num romance escrito na primeira pessoa, ficamos a conhecer a trágica vida de uma princesa italiana feita rainha com apenas catorze anos.


Para os que desejarem obter os livros de Diana de Cadaval, recebi, através de pesquisas no "Yahoo Respostas" uma indicação positiva sobre um site português que envia livros para o exterior, que eu mesma ainda não usei, mas pretendo experimentar.

Custo financeiro para o povo: Monarquia X República

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Globo reconhece que a vinda da Família Real Portuguesa precisa começar a ser contada a sério.



  Talvez na esteira da obra de Laurentino Gomes, cujo  livro "1822" teve seu sucesso coroado com uma reedição resumida para crianças, jovens e estudantes, E CREIO QUE PRINCIPALMENTE PELO BEM DAS PRÓPRIAS  CRIANÇAS, a Globo resolveu encomendar produtora paulista Primo Filmes uma série de 20 episódios que terá como pano de fundo o período em que a família real portuguesa viveu no Brasil, a partir de 1808, fugindo das tropas de Napoleão Bonaparte.

A série, apesar do contexto histórico, pretende ser uma ficção instigante que cative crianças e adolescentes, seu público-alvo. Atualmente, está em fase de roteirização.

O projeto foi desenvolvido e será supervisionado por Cao Hamburger, diretor de Castelo Rá-Tim-Bum (1995), obra-referência da TV Cultura, e do filme O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006).

Com o título provisório de Família Real, a série foi aprovada pela Ancine (Agência Nacional de Cinema) e já dispõe de R$ 3 milhões em recursos de incentivos fiscais, em um mecanismo em que as emissoras destinam para produções independentes parte do imposto que pagam quando remetem dólares ao exterior, pela compra de filmes e direitos esportivos, por exemplo.

Ainda não há previsão de quando a série será exibida. A produção também tem o canal Futura como parceiro.

(Meu blog de vídeos: MONARQUIA BRASILEIRA TV  )


domingo, 18 de setembro de 2011

TOUR VIRTUAL PELOS GRANDES MONUMENTOS DA MONARQUIA


(Em tela cheia o efeito é mais belo ainda)

IGREJAS E PALÁCIOS BRASILEIROS 


Erguida em 1703 ou 1702, 
foi eleita uma das 7 maravilhas de origem portuguesa no mundo!


No site abaixo, os links para o tour virtual encontram-se no meio da página

(A PARTIR DAQUI, O LINK PARA O TOUR ENCONTRA-SE NO MEIO DA PÁGINA. MELHOR VISUALIZADO NOS NAVEGADORES  EXPLORER E OPERA. O BOTÃO "PLAY" DEVE ESTAR BEM NO CENTRO DA TELA)

Construído no século XVIII para residência dos governadores da Capitania do Rio de Janeiro, passou a ser a casa de despachos, sucessivamente, do Vice-Rei do Brasil, do Rei de Portugal Dom João VI e dos imperadores do Brasil.
Em 1870 volta-se a considerar a construção da já prevista nova Igreja Matriz de Petrópolis, graças ao interesse do Imperador D. Pedro II e da Princesa Isabel, mas a atual edifício da catedral começou a ser construído  em 1884. Foi encomendado ao engenheiro e arquiteto baiano Francisco Caminhoá, que concebeu um edifício em estilo neo-gótico, inspirado especialmente nas antigas catedrais do norte da França.

Encomendo pelo Conde d'Eu, foi construídos na França, inspirado nos palácios de cristal de Londres e do Porto. A intenção do Conde e da Princesa Isabel era utilizar o local como espaço para exposições de flores, frutos e pássaros. 


PALÁCIOS PORTUGUESES 


PETRÓPOLIS
 (DIVERSOS MONUMENTOS - DESCER AO PÉ DA PÁGINA) 

PALÁCIO DE BUCKINGHAM



D. BERTRAND FALA SOBRE D. MARIA POMPEU E PRINCESA ISABEL

domingo, 4 de setembro de 2011

Belíssimo artigo sobre a Princesa Isabel


Recebi do INSTITUTO. D. ISABEL belíssimo artigo sobre a Princesa Isabel, escrito pelo   Gen. Paulo Cesar de Castro,  que transcrevo abaixo:

HONRA E GLÓRIA À PRIMEIRA MULHER 
CHEFE DE ESTADO NO BRASIL
  Em três de setembro de 1843, a nau Constituição singrou as águas da Guanabara e aportou no Rio de Janeiro. Trazia ao Brasil Teresa Cristina de Bourbon, esposa de D.Pedro II, de cujo casamento nasceu, em 1846, no Paço de São Cristóvão, a carioca Isabel, aquela a quem o futuro consagraria como “A Redentora”[1].
  A Princesa Leopoldina, irmã mais nova de Isabel, faleceu em Viena em 1871, o que muito abalou o Imperador e levou-o à Europa. Havia dito que “se não lhe dessem a lei que libertaria os escravos, preferia não voltar”[2]. Eis o porquê de ter a Princesa Isabel assumido a Regência e prestado o respectivo juramento no Senado, em 20 de maio daquele ano. 
  Sua Alteza Imperial Regente tornara-se, naquele memorável dia, a primeira mulher Chefe de Estado no Brasil. Éramos uma monarquia parlamentar, com a Chefia de Governo exercida, então, pelo Visconde do Rio Branco, Presidente do Conselho de Ministros. 
  A História havia reservado à nossa primeira Chefe de Estado a honra e a glória de sancionar, em 28 de setembro de 1871, a Lei do Ventre Livre. Após sua assinatura, não nasceriam mais escravos no Brasil. Pedro Calmon registra: “a última das sessões em que se debateu o projeto ficou histórica, porque das galerias caíam flores e o ministro dos Estados Unidos recolheu algumas, dizendo que as mandaria para o seu país, a fim de que vissem acolá que fazíamos sob chuva de pétalas o que tanto sangue lhes custara…[3]” Vicente Tapajós esclarece: “após a luta mais encarniçada de que se tem notícia nos anais parlamentares do Brasil, depois de haver feito nada menos de vinte e um discursos, Silva Paranhos conseguiu apresentar à Princesa Isabel… a lei… que libertou todos os filhos de escravos que nascessem daquele dia em diante.[4]”
  Por dois outros períodos a Princesa voltaria a ser Regente, sem jamais inventar ser “regenta!” ou tentar impor-se por palavra extravagante na última flor do Lácio. Assumiu a responsabilidade de Chefe de Estado de 1876 a 1877, em virtude de viagem do Imperador aos Estados Unidos; e de 1887 a 1889, quando D.Pedro II, enfermo, buscou curar-se na Europa. Em sua terceira regência seria definitivamente consagrada e entronizada nos corações dos brasileiros educados em famílias sadias, sem preconceitos em face do mérito, estudiosos e ciosos dos valores cristãos. 
  O abolicionismo encontrou em Sua Alteza Imperial o que Pedro Calmon chamou de suprema esperança[5]. Severa senhora exultantemente católica, externava coragem ante o tenso desafio enfrentado pela Nação e pelo Trono. Exemplos não faltam: em 12 de fevereiro de 1888 pôs-se à frente de uma batalha de flores, em Petrópolis, em prol da abolição; em 1886, impedira que a polícia atacasse um quilombo de negros fugidos, mantido pelo comerciante José de Seixas Magalhães, ato que ficou conhecido como episódio das camélias do Leblon. 
  A Lei 3.353, de 13 de maio de 1888, é o ápice de sua glória de Chefe de Estado. Trata-se do diploma consagrado como a Lei Áurea, que a Princesa Imperial Regente assinou com uma pena de ouro, cravejada de pedras preciosas, adquirida pelo povo, a Cr$ 0,50 por pessoa[6], por proposta do Professor Luís Pedro Drago. “A cerimônia de assinatura, no Paço da Cidade, foi indescritível nos seus tons emocionantes, oradores deslumbrados, o povo a vitoriar a “Redentora”; Patrocínio, de joelhos, a querer beijar os pés da Regente, e retórico, transfigurado: ‘Minha alma sobe de joelhos nestes Paços! ’[7]”.
  O Papa Leão XIII concedeu-lhe a “Rosa de Ouro”, condecoração oferecida pelo Sumo Pontífice como símbolo permanente de reverência, estima e afeição paterna a personalidades que tenham demonstrado espírito de lealdade para com a Santa Sé[8]. Que demonstração superior poderia ter sido dada por alguma brasileira até hoje? 
  Nossa primeira Chefe de Estado é também, a bem da verdade, a segunda e a terceira mulher brasileira Chefe de Estado, posto que por três vezes distintas dirigiu os destinos da Nação e, em duas delas, tomou decisões que se perpetuaram na História da Pátria. 
  Na Catedral de São Pedro de Alcântara, em Petrópolis, repousam, desde 1971, Sua Alteza Imperial, Isabel, seu consorte, o Conde D’Eu, marechal do Exército, D.Pedro de Alcântara, Príncipe do Grão Pará, e sua esposa. Repousam naquele templo, desde 1939, seus pais D. Pedro II e Dª Teresa Cristina[9]. Oremos por todos eles, nós brasileiros muito lhes devemos. Oremos, em especial pela “Redentora”, todos nós brasileiros brancos e negros, mulatos e índios, amarelos e mamelucos. Oremos para que a cada 13 de maio sua memória seja condignamente louvada e exaltada. Oremos para que, por intercessão de São Pedro de Alcântara, Deus, velando pela paz e harmonia da Nação Brasileira, a nós e a nossos descendentes nos livre do venenoso ódio racial que nos querem inocular. 
  Lembremos de que, em homenagem à Princesa, um monumento ergue-se frente à Princesinha do Mar, na avenida que leva seu nome, no Rio de Janeiro. Lembremos, também, que na mesma metrópole, a “Avenida 28 de Setembro” celebra a assinatura das leis do “Ventre Livre” e dos “Sexagenários”. 
  Honremos e glorifiquemos a Princesa Isabel, a Regente, a Redentora, primeira Chefe de Estado do Brasil.

  Gen Ex R/1 Paulo Cesar de Castro
  Acadêmico Emérito da AHIMTB
Professor Emérito da ECEME