terça-feira, 6 de dezembro de 2011

120 anos do falecimento de D. Pedro II - 5 de dezembro de 2011

Terra do Brasil
Espavorida agita-se a criança,
De noturnos fantasmas com receio,
Mas se abrigo lhe dá materno seio,
Fecha os doridos olhos e descansa.
Perdida é para mim toda a esperança
De volver ao Brasil; de lá me veio
Um pugilo de terra; e neste creio
Brando será meu sono e sem tardança...
Qual o infante a dormir em peito amigo,
Tristes sombras varrendo da memória,
ó doce Pátria, sonharei contigo!
E entre visões de paz, de luz, de glória,
Sereno aguardarei no meu jazigo
A justiça de Deus na voz da história!
 ( poema de de D. Pedro II)
De Rui Barbosa a respeito da Monarquia e do Imperador D. Pedro II:
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto ... Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime (Monarquia) o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre - as carreiras políticas lhes estavam fechadas. Havia uma sentinela vigilante, (o Imperador) de cuja severidade todos se temiam a que, acesa no alto, guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade gerais.

EXPOSIÇÃO D. PEDRO II 
 170 ANOS - MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES, JANEIRO, 1966. 
ALÉM DAS IMAGENS DA EXPOSIÇÃO, DIVERSOS DEPOIMENTOS RICOS E ESCLARECEDORES, PRESTADOS POR HISTORIADORES E ESTUDIOSOS DA VIDA E DA TRAJETÓRIA POLÍTICA DE D. PEDRO II. 


DEPOIMENTO SOBRE D. PEDRO II

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